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sábado, 8 de março de 2014

Às Mulheres...


"Quando os Deuses criaram a mulher tomaram a astúcia da raposa, o calor do sol, a paixão do fogo, o frescor da manhã, a suavidade da brisa, a profundidade do mar, a inconstância das ondas, a ferocidade da leoa, o aroma das flores, a doçura do mel, a alegria do amanhecer e o mistério da noite... E desta mágica poção nasceu a MULHER"
Aline Santos

quarta-feira, 6 de março de 2013

Às Mulheres...

Polina Semionova
Porque a vida só se dá para quem se deu, para quem amou, para quem chorou, para quem sofreu. Ah, quem nunca curtiu uma paixão nunca vai ter nada, ai de quem não rasga o coração, esse não vai ter perdão. Quem nunca curtiu uma paixão, nunca vai ter nada não...
Vinícius de Moraes

domingo, 11 de março de 2012

Balé volta à moda entre mulheres com mais de 30

Nostalgia, preparo físico e expressividade da dança
ajudam a explicar maior procura,
professora também vê fim de preconceito
As sapatilhas de balé clássico guardadas no armário de Priscila Gassi por dez anos voltaram a calçar seus pés há quatro meses. Assim como a consultora, de 32 anos, várias mulheres retomaram a atividade depois de adultas. Uma ou duas vezes por semana, após o trabalho, elas se juntam a colegas estreantes que finalmente realizam o sonho de infância. A procura pela dança por essa faixa etária cresceu 50% neste ano em algumas escolas.

É o caso da Pulsarte, que abriu turmas há três anos. "As pessoas se cansaram da esteira. Quem frequentava academia vem com vontade de fazer um exercício que lida com a alma, querem trocar o movimento mecânico pelo expressivo", explica a diretora artística da escola, Simone Sant"Anna. Para ela, o balé se tornou válvula de escape para quem trabalha em escritório, mora em apartamento e vive condicionado pelo cotidiano. "É uma forma de liberar emoções e trabalhar o equilíbrio mental e corporal."

Bailarina dos 4 aos 22 anos, Priscila retomou as aulas na turma de iniciantes."Por causa da faculdade e do trabalho acabei parando, mas coloquei na minha cabeça que, quando desse, eu voltaria", conta. "Já emagreci e consigo ter mais resistência. Com bastante trabalho, a gente consegue chegar a um resultado legal."

Objetivos. E trabalho é o que não falta durante a aula. "Levanta essa cabeça, prende o abdômen!", pede o professor Wagner Alvarenga. Com bom humor, ele descontrai as alunas enquanto as orienta a melhorar a postura, resistência e flexibilidade. "Elas não vêm para a aula com o intuito de ser profissionais. Vêm para aprender e, por meio da dança e expressividade corporal, se condicionar", afirma.

A assistente administrativa Paula Hervencio, de 40 anos, fez balé dos 7 aos 8. Praticante de dança de salão por dez anos, resolveu voltar ao balé em 2009. "Quem fez sente aquela saudade. O balé modela o corpo, fortalece a coluna e ajuda na postura, coisas que não encontrei na dança de salão", afirma Paula.

Já a representante comercial Kátia Veiga, de 49, nunca havia feito balé. Há três anos, cansou da ginástica e se matriculou no Studio de Danças Marcia Pee. "Procurava uma atividade prazerosa para manter a forma. O balé foi um achado. Mas no início tive dificuldade em encontrar turma para minha idade. Cheguei a fazer aulas com adolescentes", conta Katia. Satisfeita com a dança, ela incentivou a filha de 24 anos a se matricular, também pela primeira vez. Segundo a diretora Marcia Pee, o balé para adultos é ofertado há três anos. À noite, são três turmas. "É o período mais procurado por causa do horário de trabalho das alunas."

No Ballet Carla Perotti, onde a demanda também cresceu, há aulas em grupo e também individuais. "As pessoas estão perdendo o preconceito de que é atividade para criança", diz a professora Fabiana Varkulja. "Além de animadas, as alunas adultas procuram não faltar, mesmo no dia em que brigam com o chefe."

Ana Bizzotto - O Estado de São Paulo

domingo, 4 de março de 2012