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terça-feira, 2 de dezembro de 2014

De nome de bailarina a sinônimo de bagunça: A história da palavra “baderna”

Seu quarto está uma baderna! É isso aí. Baderna era o nome de uma bailarina.

Quem nunca ouviu uma frase como essa atire a primeira peça de roupa suja largada no chão. A baderna é usada para se referir a muita coisa no Brasil, de festas de carnaval até um ambiente bagunçado – mas o que muita gente não sabe é que a baderna, na verdade, era a Srª Baderna, uma bailarina italiana que viveu aqui por volta da metade do século XIX.


Marietta Baderna nasceu na cidade italiana de Placência, em 1828. Ela herdou o sobrenome de seu pai, o médico e músico Antônio Baderna. Ainda adolescente, Marietta tornou-se uma bailarina muito conhecida na região em que vivia. No entanto, naquela época a Itália passava por vários conflitos internos, incluindo a luta pela unificação do país, o que fez com que Marietta e sua família buscassem refúgio no Brasil.


Ela chegou aqui em 1849 e se fixou na cidade do Rio de Janeiro. Não demorou muito para que, com seu espírito contestador e enorme talento para dança, Baderna conquistasse uma legião de admiradores. Ela costumava se apresentar no Teatro Imperial da capital carioca.

Mas a bailarina era contestadora demais para aqueles que procuravam zelar pelos “bons costumes” naquela época – ela era conhecida por introduzir, entre os passos do balé clássico, gestos do Iundu, uma dança de origem africana; além de coreografias de origem popular brasileira.

A Srª Baderna também gostava de sair para beber e cantar com seus amigos e vivia com um outro artista, sem estar formalmente casada com ele. Esse comportamento “inaceitável” para a sociedade da época rendeu à Baderna um novo significado: a palavra passou a ser conhecida como sinônimo de barulho e confusão.

A essa altura, seus fãs já eram conhecidos como “baderneiros” – quando os empresários cariocas passaram a rejeitá-la, por causa de suas apresentações inovadoras, eles protestavam batendo os pés no chão, tanto durante os espetáculos quanto em protestos de rua.

Não adiantou: os conservadores persistiram e Baderna passou a ser marginalizada, até que sua carreira entrou em decadência. Ela foi obrigada a voltar para a Itália, ao lado de seu pai. Mas deixou sua marca por aqui, afinal, até hoje seu nome é sinônimo de afronta e desordem.

terça-feira, 24 de junho de 2014

Dicas de Lauren Cuthbertson

Lauren Cuthbertson é primeira bailarina do Royal Ballet, desde que tinha 24 anos.


Abaixo as dez dicas que ela deu à BBC para alcançar o sucesso como bailarina. 

1. Nunca se arrependa de suas escolhas.
2. Dê o seu melhor sempre.
3. Pratique e imagine. 
4. Não torne-se obcecada com o seu corpo.
5. Seja forte emocionalmente.
6. Coma o que te faz sentir bem e não beba antes de apresentações. 
7. Estreite suas relações.
8. Controle e resista a suas emoções.
9. Aceite que o sucesso só vem com sacrifício. 
10. Seja corajosa e não tenha medo de errar.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Tipos de arco de pé

Toda bai­la­rina sonha em ter um super colo de pé.

Algumas nas­cem pri­vi­le­gi­a­das, com o “pézão”, como a gente fala, mas outras pre­ci­sam tra­ba­lhar muito. Na ver­dade, todo pé tem sua van­ta­gem e des­van­ta­gem. Muitas vezes um pé menos arque­ado torna alguns exer­cí­cios mais fáceis.


Existem alguns tipos de colo de pé, a dife­rença entre eles deter­mina algu­mas faci­li­da­des e difi­cul­da­des na hora do tra­ba­lho, prin­ci­pal­mente nas pon­tas, essas carac­te­rís­ti­cas influ­en­ciam inclu­sive na hora da com­pra da sua sapa­ti­lha de ponta.


Conheça os tipos de arco de pé:

ARCO BAIXO

Os pés com arcos bai­xos, tam­bém conhe­ci­dos como pé cha­tos, geral­mente não são acom­pa­nha­dos de um colo de pé natural.

ARCO MÉDIO

Os pés de arco médio são os do tipo mais comum. Normalmente são acom­pa­nha­dos de um pouco de colo de pé natural.

ARCO ALTO

Pé dos sonhos. Os pés de arco alto, de um modo geral são acom­pa­nha­dos de belo colo de pé natural.

Seja qual for seu pé, entre na dança e aproveite!

quarta-feira, 19 de março de 2014

A importância do Coque

O coque no Ballet Clássico (e também em outras danças clássicas) vai além de estética ou tradição. É uma questão de praticidade e funcionalidade. 

Cabelos, fios e franja caindo no rosto da bailarina atrapalham muito a execução dos movimentos, principalmente giros, grandes saltos e deslocamentos. A bailarina pode perder o senso de direção e até se desconcentrar por causa do cabelo mau preso caindo no rosto!

Do ponto de vista do professor, ajuda na visualização dos exercícios e da postura. Possibilitando corrigir costas, ombros e cabeça no lugar certo! 

Além do que, fazer o coque demonstra disciplina e faz parte da aparência no ritual que envolve fazer Ballet! É uma parte muito especial do uniforme da bailarina e deve ser incentivado desde cedo, nas pequenas bailarinas! 

Ausência de coque ou coque caindo e mau feito demonstra desleixo e muitas vezes falta de respeito com o mestre.

Agora, use sua criatividade para deixar seu coque ainda mais divertido e charmoso com presilhas, grampos coloridos, flores e fitas!

Nosso corpo se move... Nossa alma dança!

Ame, como se ninguém nunca houvesse feito sofrer... Trabalhe, como se não precisasse do dinheiro... Dance, como se ninguém estivesse olhando... Cante, como se ninguém estivesse ouvindo... Viva, como se fosse no paraíso! Curta o que de melhor a vida lhe oferece com toda intensidade, como se fosse o último dia de sua vida ...

A vida muitas vezes é curta, mas mesmo assim seu caminho é longo. Nela aprendemos a sorrir, chorar, amar, sofrer e a renascer, para amanhecer e termos um lindo dia... Não deixe para amanhã o que pode ser feito hoje... O ontem já passou... E o amanhã...talvez não chegará... Seja Feliz Sempre!

Desconheço a autoria

sábado, 8 de março de 2014

Às Mulheres...


"Quando os Deuses criaram a mulher tomaram a astúcia da raposa, o calor do sol, a paixão do fogo, o frescor da manhã, a suavidade da brisa, a profundidade do mar, a inconstância das ondas, a ferocidade da leoa, o aroma das flores, a doçura do mel, a alegria do amanhecer e o mistério da noite... E desta mágica poção nasceu a MULHER"
Aline Santos

quarta-feira, 31 de julho de 2013

6 Motivos que fazem dos bailarinos ótimos profissionais em todas as áreas

Os empregadores devem entender o que faz dos candidatos com formação em dança, profissionais tendencialmente superiores aos restantes dentro duma mesma área.


Numa situação em que encontramos vários candidatos com as mesmas caraterísticas, a existência de um praticante de dança pode colocá-lo em vantagem, isto porque o treino em dança confere ao praticante atributos únicos:

1. Os bailarinos são ensináveis

Têm de ser. Os bailarinos estão dependentes do seu professor para corrigir a sua técnica, alinhamento, musicalidade, e tudo o resto que a dança exige. 

Ser ensinável pressupõe ouvir com atenção, aprimorar o seu foco, reconhecer as suas falhas e ajustar o movimento o melhor que a sua capacidade permitir.

Como tal, os bailarinos estão habituados a aprender com alguém superior e melhor a si. Até mesmo os melhores bailarinos recebem correções dos seus professores.

2. Os bailarinos são flexíveis

Óbvio, mas os bailarinos precisam ser flexíveis física e mentalmente. Isto porque há uma enorme quantidade de regras e estruturas que se passam na dança e que fazem parecer tudo tão bonito quando os movimentos são corretamente executados, mas dentro destas regras tem de existir uma grande flexibilidade.

Os bailarinos estão acostumados a lidar com a mudança constante. Os professores e coreógrafos estão constantemente a alterar as suas coreografias, e o bailarino necessita de flexibilidade para se adaptar a estas mudanças. O bailarino vive com as mudanças constantes impostas pelo seu superior e com a necessidade de adaptação rápida.

3. Os bailarinos aprendem rápido

Um bailarino tem de aprender rápido, pois a principal caraterística de um bom bailarino é a rapidez com que consegue aprender um novo passo, técnica ou coreografia.

Assim, os bailarinos estão habituados a seguir instruções visuais ou verbais e rapidamente transformá-las em movimento.

A capacidade de aprender rápido revela uma excelente memória, uma grande capacidade de ouvir, uma concentração excecional e uma forte conexão mente-corpo.

4. Os bailarinos estão sempre preparados

Os bailarinos são as pessoas que melhor entendem a importância de uma boa preparação.

As sequências mais complexas da dança como os lifts, as piruetas, os saltos, as reviravoltas, não serão bem executadas sem uma boa preparação. A forma como o bailarino se prepara para efetuar uma pirueta influencia diretamente a execução final.

Os bailarinos sabem também toda a preparação e trabalho de bastidores. A preparação do bailarino é a chave para que a sua performance em palco seja satisfatória.

5. Os bailarinos trabalham duro

Não importa se é bailarino profissional ou se dança como hobby, a realidade é que a dança é exigente, exata e dura.

Como tal, bailarinos aparecem para a aula, ensaios ou performances prontos e dispostos a arrasar. São enérgicos em mente e corpo e esperam trabalho duro.

Isso faz com que o bailarino seja extremamente dedicado ao seu ofício. Cheios de paixão pela sua arte.

6. Os bailarinos gostam de trabalho em equipa

Em muitas modalidades a dança pode parecer um trabalho individual, mas não o é. A dança é um coletivo. Os bailarinos alimentam-se da energia uns dos outros, estão habituados a trabalhar em pequenos grupos e dependem uns dos outros para suporte, aconselhamento e reação.

Os bailarinos olham para outros bailarinos com um sentido de comunidade e diversão. As pessoas mais criativas são bailarinos amadores.

Em resumo, as pessoas com formação em dança são ensináveis​​, flexíveis, aprendem rápido, bem preparados, e são os jogadores que trabalham duro e em equipa.

Esses atributos são vitais para o sucesso na dança, mas também são vitais para o sucesso no ambiente de trabalho moderno.

Se se encontra numa situação onde você pode contratar alguém com formação em dança, deve ponderar se estes atributos fariam sentido para o desempenho exemplar de um empregado no seu local de trabalho.

Melhor ainda, se o candidato sabe quais as vantagens que a sua formação em dança pode oferecer ao empregador, ele vai segui-las e duplicá-las.

terça-feira, 30 de julho de 2013

Ballet sem idade


Muitos são introduzidos no ballet quando crianças, mas infelizmente nem todos tem a mesma sorte. E ao contrário do que parece, alguns não crescem com o sonho de ser um bailarino ou bailarina, o sonho de ser bailarino (a) que cresce dentro deles com o tempo. Às vezes são apresentados ao ballet clássico tarde, ou quando mais novo (a) achava tudo muito parado, ou os pais não quiseram ou puderam colocar. Mas para ser sincero eu admiro mais quem começa a fazer ballet com 40 anos de idade do que quem faz desde os quatro, não me importa se a pessoa não tem o físico, ou flexibilidade exigida, pois estamos vivendo em um mundo que o que é mais valorizado é o físico e o sentimento de amor à dança vai sendo deixado para trás.

E se a pessoa em questão entrou para uma aula de ballet adulto ou adolescente, é porque gosta. E às vezes quem faz ballet há 15 anos permanece com as sapatilhas nos pés simplesmente por ser mais cômodo, porque depois que se aprende a andar na ponta dos pés, realmente é difícil andar com o pé inteiro no chão. Não significa que uma bailarina que consiga fazer 36 fouettés seja mais feliz que uma que só consiga fazer pirueta simples; às vezes ela nem consegue fazer uma conta de subtração, enquanto a outra cursa medicina em uma faculdade federal, e se julga melhor que ela. Cada qual tem sua qualidade e diferencial, mas todas merecem ser igualmente felizes.

Quem começa a fazer ballet cedo em uma boa escola tem obrigação de saber a técnica do ballet clássico, já o lado artístico não se aprende com o tempo, nasce com a pessoa, às vezes ela só é bailarino ou bailarina por consequência, ai quem não tem sorte é ela, que está vivendo infeliz. Não se deve culpar o tempo, não se deve ouvir criticas que não são construtivas, não se deve pensar que não vai conseguir. É necessário esforço.

Um bebê não consegue andar sem antes cair, se machucar, e ter cicatrizes, a diferença é que essas cicatrizes se curam conforme você percebe que está se superando, que valeu a pena deixar de achar o ballet lindo e passar a fazer parte dele e ele parte de você. Não tem que achar "ridículo" colocar uma meia calça ou um collant, sapatilhas e entrar em uma aula iniciante. Ridículo é quem deixa de viver fazendo o que ama, ou quem te crítica, porque às vezes quem critica é só uma pessoa frustrada que não teve a mesma coragem que você. E quem vive de lágrimas sente dor ao ver um sorriso, ainda mais quando esse sorriso poderia ser o dela.

Lucas Splint

domingo, 28 de julho de 2013

Corpo de Baile e Primeira-bailarina


Certamente você verá bailarinas no corpo de baile com a perna mais alta, com o alongamento melhor que a primeira-bailarina e vai se perguntar por que ela ocupa um posto tão importante já que há outras bailarinas "melhores". Mas na hora de fazer a "Odette" é ela que te faz chorar, e você percebe que a diferença vai além de uma perna alta, de um colo de pé... Porque ela é artista, dança e não faz ginástica no palco.

É ela que fora dos palcos não se envolve em confusões, fica nos ensaios extras, onde aquela que você considera tecnicamente melhor prefere ir à praia aos sábados, ir a balada na sexta, faltar o ensaio na quinta, ao invés de ensaiar. Onde sim, poderia ser primeira-bailarina, mas o diretor de uma companhia não enxerga as bailarinas apenas quando estão de sapatilhas, mas também quando as tiram dos pés.

Primeira-bailarina tem que encantar, tem que ser aquela que mesmo se estiver no corpo de baile vai se destacar das demais, sair do ballet, mas não deixar o ballet sair de dentro dela, ser consciente que a fada que as crianças vêem no palco não pode ser vista depois na rua com um copo de bebida nas mãos.

Apenas pensar em querer ser primeira-bailarina deixa poucas chances de conseguir, mas se pensar em encantar quando dança para mil pessoas em um teatro da mesma forma que dança para uma na praça, pode não só ser primeira bailarina, mas também ser inspiração para o mundo.

O problema é que as pessoas dão mais importância ao status do que ao seu bem estar, deixam a alegria de dançar em segundo plano e são consumidas pela ganância. É triste, pois além de não ser uma primeira-bailarina, aos poucos vai deixando de ser bailarina, vai parando de se encantar ao subir no palco, de se emocionar ao ouvir os aplausos...

Uma bailarina do corpo de baile às vezes é muito mais feliz do que uma grande estrela, pois ela entra no palco e simplesmente dança. Claro que ela um dia gostaria de ser uma "Giselle" ou uma "Kitri", mas se ela brilhar na última fila do segundo elenco, o holofote automaticamente vai se direcionar a ela. E aí, por mais que os holofotes se apaguem, ela vai continuar brilhando.
Lucas Splint

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Às Mães



"Ser mãe é missão de graves responsabilidades e de subida honra. É gozar do privilégio de receber nos braços Espíritos do Senhor e conduzi-los ao bem.

Enquanto haja mães na Terra, Deus estará abençoando o homem com a oportunidade de alcançar a meta da perfeição que lhe cabe, porque a mãe é a mão que conduz, o anjo que vela, a mulher que ora, na esperança de que os seus filhos alcancem felicidade e paz."

Fonte: Redação do Momento Espírita

quarta-feira, 6 de março de 2013

Às Mulheres...

Polina Semionova
Porque a vida só se dá para quem se deu, para quem amou, para quem chorou, para quem sofreu. Ah, quem nunca curtiu uma paixão nunca vai ter nada, ai de quem não rasga o coração, esse não vai ter perdão. Quem nunca curtiu uma paixão, nunca vai ter nada não...
Vinícius de Moraes

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Nosso corpo se move... Nossa alma dança!


A Beleza da alma que dança. Dançar é mover o dom. As cores dão o sentido da alma em movimento. O movimento é cadenciado e se ocupa em construir formas e refazer frases no espaço. Às vezes, acompanha uma composição musical. Outras vezes, segue o próprio silêncio em um ritmo imaginário. A arte do movimento é o discurso sublime do corpo em que nela o corpo dançante é o instrumento mais natural e imediato para a aproximação com o mundo real. A dança, enfim, favorece a condição de conexão entre o humano e Deus por meio do sentir e expressar os movimentos da alma.
Álec Luan

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Guia de estudo


Não é difícil perceber o meu amor pelo estudo, o próprio blog é um reflexo disso. Mas eu reconheço que estudar não é a atividade número um na vida da maioria das pessoas. Engraçado é que ter conhecimento é bem-visto e a vaidade intelectual é altamente estimulada. Há pessoas que querem saber tudo, mas não querem conhecer nada. O saber pelo saber. Não vejo utilidade nisso. Para mim, o conhecimento deve existir para melhorar a nossa vida de alguma forma. Neste caso específico, para vivenciarmos o balé clássico da melhor maneira possível.

Por outro lado, há pessoas que querem estudar, mas se perdem no mar das informações. Como separar o joio do trigo?

Vou compartilhar com vocês como eu estudo sobre dança. É claro que isso não é uma regra, mas talvez ajude quem quer encontrar o seu próprio caminho para estudar.

Aprenda a usar o YouTube

Às vezes no blog, quase sempre no Facebook, eu publico vídeos de dança. Vocês acham que eu passo horas buscando vídeos? Eu tenho uma conta no YouTube e estou inscrita em vários canais de dança, de companhias a bailarinas profissionais. Dessa maneira, eu sempre vejo quais vídeos foram publicados recentemente por esses canais. Não só, o próprio YouTube indica vídeos que eu gostaria de assistir e já encontrei verdadeiras pérolas nessas indicações. Vídeos raros, repertórios completos e em partes, documentários. O YouTube é nosso braço direito no estudo da dança, basta saber usá-lo.

Não tenha receio do que desconhece

Vocês acham que sou fluente em inglês e que sei francês superbem, certo? Isso porque eu sempre publico vídeos nesses idiomas. Eu não sou fluente em inglês. Eu estudei francês por pouco tempo, e há mais de dez anos. Mas assisto o que for nessas duas línguas e entendo muita coisa, e sabem por quê? Elas não me intimidam. Não preciso entender tudo. Russo também não me intimida, mesmo eu não entendendo nada. Com os textos, isso é ainda mais fácil, existe o tradutor do Google. Aí, nem polonês me assusta. Se você ficar esperando tudo legendado, bonitinho em português, o seu conhecimento será bem limitado. Aliás, nos vídeos de bastidores e nos documentários, boa parte das cenas são de dança e essa linguagem é universal. Ou seja, não tem desculpa.

Escolha os seus preferidos e os acompanhe

Eu não tenho ideia do número de companhias de dança existentes no mundo. De bailarinos profissionais então, muito menos. É humanamente impossível acompanhar todos. Por isso, eu tenho os meus escolhidos. Entre as companhias, a Ópera de Paris está no topo da lista. Sei o que acontece, quem é contratado, quando tem audição, quem é escolhido étoile, enfim. Por alto, eu acompanho Royal Ballet, Bolshoi Ballet, American Ballet Theatre, English National Ballet, Grupo Corpo e São Paulo Companhia de Dança. Entre as bailarinas, Aurélie Dupont (Ópera de Paris), Evgenia Obraztsova (Bolshoi Ballet), Olesya Novikova (Kirov Ballet) e Laëtitia Pujol (Ópera de Paris). Basicamente, é sobre o trabalho delas que pesquiso e os vídeos que mais assisto. Todas estão na ativa, ou seja, é mais fácil encontrar material sempre.

Acabou? Não. Há as bailarinas do passado: Margot Fonteyn e Carla Fracci são as queridas do meu coração.

Essa é a base da minha pesquisa. E quem acompanha as minhas publicações deve ter percebido que esses nomes não são novidade nem no blog, tampouco no Facebook.

Se abra ao acaso

Mas ter os meus preferidos não significa que só eles existem. Quando pegamos o costume de pesquisar, novos nomes sempre aparecem e as boas surpresas surgem. Outro dia mesmo me deparei com um vídeo da bailarina Grettel Morejón. Já cismei com a Mathilde Froustey e passei dias assistindo aos seus vídeos. Foi sem querer que descobri o Teatro Mikhailovsky. Pesquisando sobre George Balanchine, eu conheci o New York City Ballet.

Outra maneira de descobrir coisas novas é escolher um assunto que você queira estudar. Está em um dia “O lago dos cisnes”? Digite “Swan Lake” no YouTube ou no Google e passe horas se divertindo. É assim que as coisas surgem.

Use o Facebook e o Twitter a seu favor

Companhias de dança, bailarinos e bailarinas, grandes escolas de formação. Estão todos lá no Facebook publicando vídeos e informações. No Twitter, a mesma coisa. Eu prefiro o Facebook, porque há um feed de notícias e só vemos as páginas que curtimos. Ou podemos cancelar a assinatura daqueles amigos que amam publicar o tempo todo e acabam atrapalhando o acompanhamento de outras publicações. Há muita informação disponível nessas redes, mas muita! É só saber usá-las. Mas também não adianta “curtir” todo mundo e não conseguir acompanhar nada. É legal seguir a tática da escolha: siga os seus preferidos e acompanhe o que achar mais relevante para você.

Leia sobre balé clássico

Uma coisa que aprendi nas aulas de metodologia de pesquisa: no meio acadêmico, os termos “prática” e “teoria” estão em desuso, agora é “aplicabilidade teórica”. Ou seja, teoria e prática caminham de mãos dadas. Quem lê sobre balé sabe que esse conhecimento acaba se refletindo na sua dança. Só isso é tema suficiente para um post, mas por ora, basta saber que é bacana ler sobre o assunto. Nem que seja de vez em quando.

Estude alguma coisa todo santo dia

Uma variação tem, em média, de um a dois minutos. Ler uma página de um livro leva alguns minutos. Um post de um blog ou um artigo de jornal, um pouco mais. Um documentário sobre dança costuma ter menos de duas horas. Os repertórios completos, idem. Vídeos de ensaios ou bastidores, uns cinco minutos. Um desses por dia, só um!, faz uma imensa diferença. E vamos combinar, é difícil estudar sobre ballet para quem ama o assunto?

Descanse

Também é preciso descansar a cabeça e o corpo. Assim, o saber decanta e nos apropriamos do que aprendemos. E o conhecimento passa a fazer parte de nós. Parece exagero? Só parece. Mas é assim mesmo que funciona.

Se alguém tiver alguma dúvida ou outras maneiras de estudar, basta dizer nos comentários. Porque o próximo passo é compartilhar o conhecimento. Afinal, quanto mais pessoas conhecerem, melhor para todos nós.
Por Cássia Pires via Dos passos da bailarina

sábado, 22 de dezembro de 2012

Nosso corpo se move... Nossa alma dança!


Seus sonhos podem te fazer voar em ritmos desconhecidos, movimentos impossíveis e emoções extremas. Descanse e sonhe para que ao acordar sinta-se inspirada a ir além daquilo que os olhos podem ver...
Desconheço a autoria