domingo, 10 de março de 2013

Cursos livres na Escola de Dança de São Paulo

A Escola de Dança de São Paulo (antiga Escola Municipal de Bailado) oferecerá os seguintes cursos no período de 18 de março a 30 de junho de 2013.
  • Balé iniciante, Denise Passos, seg. e qua., 11h às 12h30.
  • Balé intermediário, Katiah Rocha, seg. e qua., 12h às 13h30 .
  • Balé para bailarinos contemporâneos, Robson Lourenço, seg. e qua., 12h às 13h30.
  • Balé para homens, Paulo Vinícius, ter. e qui., 13h às 14h30.
  • Dança contemporânea intermediário, Denise Passos, seg. e qua., 13h às 14h30.
  • Dança contemporânea, Paulo Petrella, ter. e qui., 11h30 às 13h.
  • Pilates, Wilson Helvécio, ter. e qui., 13h às 14h.
  • Danças brasileiras, Elizabeth Menezes, qua., 12h às 13h30.
  • Dança e música para crianças de 6 a 8 anos, Luciana Nunes/Sabine Marien, seg. e sex., 14h30 às 16h.
  • Iniciação à dança para crianças de 6 a 8 anos, Melina Sanchez, ter., 9h30 às 11h.

As inscrições devem ser feitas na secretária da escola entre os dias 11 e 14 de março, das 9h às 14h. É necessário levar uma cópia do RG e apresentar o documento original. As vagas são preenchidas de acordo com a ordem de chegada.


Aqui vão algumas dicas para facilitar a vida de vocês:

1. Vá no primeiro dia de inscrição, segunda-feira, 11 de março, e chegue às 9h.

2. Você pode preencher a ficha de inscrição no local ou levá-la preenchida. Em todo caso, preencha à caneta. E, por precaução, leve uma na bolsa porque você corre o risco de ser tratada de maneira ríspida, caso peça uma caneta na recepção ou ter de sair pedindo emprestado para alguma boa alma presente no local.

3. Já pense em outras opções caso não haja vaga para o curso que você quer.

4. E boa sorte!

A ficha de inscrição e a lista completa com todas as informações sobre os cursos podem ser baixadas diretamente do site do Theatro Municipal de São Paulo. Clique aqui e desça a página até encontrar “Cursos livres”.

Escola de Dança de São Paulo
Baixos do Viaduto do Chá, s/n, Centro
Telefones: (11) 3241-1332 / 3241-5336
E-mail: escoladedancasp@ig.com.br
Horário de funcionamento: de seg. a sex., das 9h às 11h30 e das 13h30 às 16h30.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Nos acostumamos com as migalhas... (2ª Parte)

Segue a 2ª parte do desabafo de um artista que consegui expressar o que muitos de nós bailarinos sentimos, mas jamais tivemos a oportunidade e/ou coragem de falar.


"O que mais me intriga, e me entristece, em toda esta história, é parecer que nunca existiu e que não existam vários projetos sociais com dança no Brasil, como se fosse uma grande novidade implantar projeto educacional através da dança em nossas comunidades, outro questão é virem dizer que não temos “capacitação”, quer dizer que todos estes anos de estudo e trabalho na preparação de bailarinos que hoje integram como 1ª bailarinos as principais companhias pelo mundo, não demostra nossa qualificação como profissionais.

Todos os anos exportamos bailarinos para as mais diversas companhias e escolas, ganhamos os principais concursos internacionais, eles vivem por aqui buscando nossos talentos, que já saem daqui prontos, isto também não nos qualifica. Mais especificamente no Rio, posso enumerar milhares de projetos que há anos desenvolvem um trabalho digno em nossas comunidades, por pessoas que realmente conhecem e sabem das necessidades e especificidades de cada comunidade.

Agora, mais uma vez me questiono o que estas pessoas conhecem da nossa realidade? Por que investir nosso dinheiro em mais um projeto de dança, só por que vem de fora, ao invés de investir nos projetos que aqui já existem, e que sofrem todos os anos para continuarem trabalhando, um exemplo é o Projeto da Maré, que conta com cerca de 350 crianças, e que durante boa parte do ano trabalham sem o menor incentivo financeiro seja do governo, seja da iniciativa privada, trabalham por amor a causa, por acreditarem na força da mudança através da dança.

O que precisamos é de infraestrutura e investimento financeiro, se querem nos ajudar que invistam seus dólares, seus euros, suas libras aqui, mas isso aposto que eles não querem, se é um intercâmbio, vamos ver o quanto cada parte está colocando, não me venham com a história que eles vão entrar com a mão de obra e nós com os recursos, tipo ”conversa para boi dormir”. O que estou entendendo, é que querem criar aqui no Rio, mais um Bolshoi de Joinville, agora com o nome Royal Ballet, até quando continuaremos permitir que coloquem nosso dinheiro, sem sermos consultados, em “chancelas” internacionais, como se isso fosse garantia de sucesso e respeito, admiro a trabalho deles, mas dentro da realidade deles, na casa deles.

Esta aqui é a nossa casa, devemos acreditar, incentivar e investir na nossa gente, no nosso talento, nos nossos profissionais." (Jorge Teixeira)

Você sabe do que é feita a sapatilha de uma bailarina?

Para quem dança já é uma boa curiosidade esse tema. Mas para quem não dança também é muito interessante saber como é feita uma sapatilha de ponta.

O que será que elas têm dentro que faz a ponta ficar tão dura e forte para suportar o peso do corpo e deixar as bailarinas prontas para se equilibrar na pontinha dos pés?

Muitas pessoas acham que o material utilizado é gesso, mas não tem nada a ver o gesso numa sapatilha. Ela é feita com uma espécie de ‘papier maché’, ou seja, camadas de tecido especial embebidos em cola própria para isso, deixando assim a ponta bem durinha e firme.


Além da parte da ponta, o restante da sapatilha é feito em algodão e cetim por fora o que proporciona beleza a bailarina no momento da dança.

Antes de aprendermos mais sobre sapatilhas é bom sabermos que a dança foi feita para todas as idades e o balé em especial pode ser dançado por qualquer pessoa que queira aprender, mesmo depois de adulta.

Roupas confortáveis devem fazer parte do guarda-roupa da bailarina na hora do treinamento diário. Material em helanca é fundamental (como collants, meias-calças, saias ou shorts e polainas).

Confiram o vídeo feito pelo Dr. José Luis Bastos Melo para um fabricante de sapatilhas e tire suas dúvidas a respeito desse calçado tão lindo que toda mulher sonhou um dia colocar nos pés.

Jovem de projeto social ganha bolsa do Royal Ballet


Eu sei que é meio atrasado, mas serve como exemplo para aqueles que acham que tudo não passa de um sonho maluco, uma fantasia das nossas cabeças... Uma ilusão dos nossos corações. Para quem pensa dessa forma só há uma coisa a dizer:

Não é impossível!

Seu sucesso depende só de você, decida o que quer e vá em frente!

Hoje é o seu dia Fernanda

O tempo não é uma medida. Um ano não conta, dez anos não representam nada. Ser artista não significa contar, é crescer como a árvore que não apressa a sua seiva e resiste, serena, aos grandes ventos da primavera, sem temer que o verão possa não vir. O verão há de vir. Mas só vem para aqueles que sabem esperar, tão sossegados como se tivessem na frente a eternidade.
Rainer Maria Rilke


Parabéns a você nesse dia tão grandioso Fernanda são os mais sinceros votos da Cia de Arte Flor de Menina.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Às Mulheres...

Polina Semionova
Porque a vida só se dá para quem se deu, para quem amou, para quem chorou, para quem sofreu. Ah, quem nunca curtiu uma paixão nunca vai ter nada, ai de quem não rasga o coração, esse não vai ter perdão. Quem nunca curtiu uma paixão, nunca vai ter nada não...
Vinícius de Moraes

Bailarino do Bolshoi confessa ataque com ácido a diretor da companhia

Um bailarino solista do Balé Bolshoi, Pavel Dmitrichenko, e outros dois homens confessaram ser os responsáveis pelo ataque com ácido em janeiro contra o diretor artístico da companhia, Sergei Filin.

Segundo a polícia de Moscou, Dmitrichenko teria planejado o ataque. Ele, Yuri Zarutsky e o suspeito de dirigir o carro da fuga, Andrei Lipatov, foram detidos na terça-feira (5). A polícia fez buscas no apartamento de Dmitrichenko antes da prisão dos três suspeitos.

"Todos os três assinaram as confissões e foram colocados na prisão", afirmou a polícia de Moscou em uma declaração divulgada nesta quarta-feira (6). "O trabalho de investigação necessário está sendo feito para estabelecer as circunstâncias do crime."

O bailarino entrou para o Bolshoi em 2002, era um dos solistas do segundo escalão da companhia. mas não chegou a fazer parte do grupo dos principais solistas. Seu papel de mais importância foi como solista no balé Ivan, o Terrível, de Sergei Prokofiev.

Ainda não se sabe se Zarutsky ou o susposto motorista, Lipatov, têm algum envolvimento com o Bolshoi.

De acordo com o correspondente da BBC em Moscou Daniel Sandford, confissões são comuns na Rússia. No entanto, com frequência, os acusados reclamam depois de maus tratos.

O ataque contra o diretor artístico do Bolshoi, Sergei Filin, ocorreu em janeiro deste ano. Os olhos de Filin foram feridos seriamente quando um homem mascarado atirou ácido sulfúrico em seu rosto.

O ex-bailarino Dmitrichenko, que teria planejado o ataque ao diretor artístico do Bolshoi com ácido;
ele foi detido no último dia 5/3
Interrogatório

A polícia interrogou vários membros e empregados do Balé Bolshoi, procurando possíveis testemunhas do ataque.

Os investigadores estão tratando o caso como um ato premeditado de lesão corporal grave, motivado pelas atividades profissionais de Sergei Filin.

O ataque contra o diretor artístico do Bolshoi chocou o mundo das artes. Ele aconteceu após um período de disputas internas no Bolshoi, uma das mais prestigiadas companhias de balé da Rússia.

Filin deixou um hospital de Moscou no mês passado para continuar seu tratamento na Alemanha. Ele será submetido a novas cirurgias plásticas e terá um longo período de recuperação.

O diretor artístico, de 42 anos, foi seriamente queimado durante o ataque, realizado em uma rua de Moscou. Filin voltava para casa a pé, tarde da noite.

Segundo a polícia, o agressor se aproximou da vítima, a chamou pelo nome e atirou o ácido em seu rosto - fugindo em seguida. Uma câmera de segurança teria gravado imagens da ação.

O diretor artístico disse depois do crime que sabia quem era o responsável pelo ataque, mas falaria sobre ele apenas após sua identificação formal pela polícia.

Ele disse acreditar que o objetivo do atentado era removê-lo de seu cargo. Filin também disse que já vinha sofrendo ameaças.

O diretor artístico do balé russo Bolshoi Sergei Filin
deixa o hospital em Moscou para se tratar na Alemanha
Fonte: Folha Uol

Nos acostumamos com as migalhas...

O que vem a seguir foi escrito (em duas partes) por Jorge Teixeira do Conservatório Brasileiro de Dança do Rio de Janeiro, um desabafo pelas mesquinharias que nos é dado e total falta de apoio e reconhecimento aos bailarinos brasileiros.

Gala Royal Ballet - 1ª Parte


Há muito tempo venho me questionando, por que temos que tolerar e aceitar tudo que nos oferecem, e ainda por cima temos que ficar calados, por uma questão ética ou puramente política, são companhias e bailarinos estrangeiros que nos são vendidos como grandes estrelas, são galas que com certeza só são apresentadas aqui, sinto-me agredido, desrespeitado, como se não tivéssemos o menor conhecimento ou a menor cultura. Ao sair do TMRJ (Theatro Municipal do Rio de Janeiro), na última sexta feira, após assistir a tão esperada Gala do Royal, pela qual paguei R$84,00 reais, saí me perguntando: Será que é este tipo de Gala, que eles apresentam no Royal Opera House, será que se fossemos nós que apresentássemos uma gala deste tipo ela seria tão bem aceita, como aceitamos pelo Royal?

Acredito que não, não posso acreditar nisso, claro que tiveram momentos que não posso deixar de destacar, como a qualidade, refinamento e amadurecimento técnico e artístico de um casal como Marianela Nunez e Thiago Soares e beleza plástica, elegância, acabamento e braços tão bem colocados, como da Sarah Lamb, que fizeram valer a noite e a incontestável qualidade dos cantores, mas uma Gala tipo “self service”, sem a menor preocupação com uma produção, trechos de balés sem ambientação, figurinos de estilos diferentes no mesmo Pas de Deux, remontagens sem respeito às tradições clássicas, interpretações equivocadas e com excessos, fora terem sido retirados do programa dois Pas de Deux, que foram muito bem ensaiados no dia anterior, por que o bailarino estava se sentindo mal, por sinal, o mesmo bailarino que dançou com tanto vigor e empolgação o Grand Pas de Deux de A Bela Adormecida, talvez ele não estivesse a fim de dançar tanto para tão desqualificado público.

Enfim uma total falta de respeito.

Mas de quem é a culpa? A culpa é nossa, porque há tempos, aceitarmos calados, por que somos educados e deixamos que nos chamem e nos tratem ainda, como subdesenvolvidos, alienados, idiotas. Mais uma vez eu me pergunto, qual será o verdadeiro interesse deste intercâmbio, o que esta por trás disto tudo, quem realmente é o verdadeiro interessado e beneficiado? O quanto está sendo investido do nosso dinheiro neste projeto? Quem está ganhando? Esta é a nossa prioridade? Quando estamos passando um momento em que os corpos artísticos do TM, estão tão desfalcados, precisando serem renovados, quando a agenda de espetáculos do Teatro é tão duvidosa.

Está na hora de reagirmos de cobrarmos nosso respeito, de nos impormos como tão bom artistas que somos, sabemos da importância e qualidade de uma companhia como o Royal Ballet, mas também sabemos do nosso talento, da nossa capacidade e qualidade de trabalho e da importância dos bailarinos brasileiros para a dança mundial, uma companhia que tem em seu corpo de balé, dois primeiros bailarinos, 4 bailarinos no corpo de baile e uma das mais promissoras promessas da Cia todos brasileiros, tem que respeitar nossa capacitação, como artistas, como preparadores, como educadores que somos.

Temos tradição, história, grandes mestres, grandes artistas, estrelas, poderíamos ter uma das melhores Cias.do mundo, mas infelizmente não temos, vivemos num país, de falsos valores, que só da valor ao que vem de fora, que não respeita seus artistas, que não investe na arte, num país que não da opção ao seu povo de escolha, que tem que exportar seus artistas por falta de estrutura, de oportunidade. E quando isso ira mudar, vamos continuar de braços cruzados esperando, vamos sofrer até quando?

segunda-feira, 4 de março de 2013

Trabalho Lúdico

Hoje quero falar do trabalho do lúdico no balé com crianças de três anos em diante.

A atividade lúdica é importante porque desenvolve na criança a atenção, memorização, imaginação, enfim, todos os aspectos básicos para o processo da aprendizagem, que está em andamento quando a criança completa três anos de idade.

O sonho de ser princesa é coisa séria para as meninas desta faixa etária e nós professores devemos incentivar cada vez mais com exercícios que estimulam a criatividade além de tornar a aula mais prazerosa para a criança.


O pé da bailarina, o pé do palhaço, pega a bola ou solta a bola só trazem benefícios para as pequenas que ainda não conseguem associar a nomenclatura do balé clássico.

Professores a dica de hoje é criar sem medo! Invente nomes, movimentos, histórias e tudo mais que possa ajudar a criança a adquirir o gosto pela dança de forma lúdica. Aperfeiçoar-se com novas técnicas didáticas consistindo numa prática inovadora é tão importante quanto saber ensinar o “plié”.

O lúdico é um recurso didático dinâmico que garante resultados eficazes na educação e exige extremo planejamento e cuidado na execução da atividade elaborada.
Lucas Schoeninger

A Dança

A Dança

Não te amo como se fosse rosa de sal, topázio
ou flecha de cravos que propagam o fogo:
te amo secretamente, entre a sombra e a alma.

Te amo como a planta que não floresce e leva
dentro de si, oculta, a luz daquelas flores,
e graças a teu amor vive escuro em meu corpo
o apertado aroma que ascende da terra.

A Dança

Não te amo como se fosse rosa de sal, topázio
ou flecha de cravos que propagam o fogo:
te amo secretamente, entre a sombra e a alma.

Te amo sem saber como, nem quando, nem onde,
te amo diretamente sem problemas nem orgulho:
assim te amo porque não sei amar de outra maneira,

Se não assim deste modo em que não sou nem és
tão perto que a tua mão sobre meu peito é minha
tão perto que se fecham teus olhos com meu sonho.
(Pablo Neruda)