Mostrando postagens com marcador dicas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador dicas. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Avaliando seu professor de ballet

Infelizmente no Brasil atualmente temos encontrado muitos professores de ballet e de outras danças que não estão aptos a dar as aulas! Triste realidade. Cabe ao aluno, ou a mãe deles, em caso de crianças, perceber alguns pontos e avaliar o professor dentro de alguns quesitos, sugiro que observem:


- Se seu professor não corrige durante as aulas

- Se não explica a importância dos exercícios, os nomes dos passos, os porquês das suas exigências

- Se não prepara a aula e improvisa sempre

- Se vai para aula desarrumado, com roupas inadequadas

- Se não ajuda os alunos a fazer os passos que estão com dificuldades

- Se o professor nunca dança, não conta ou comprova histórias sobre sua formação como bailarino e professor de ballet.

Esses podem ser sinais de que está diante de um profissional não tão capacitado para da aulas.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

O piso ideal para aulas de Ballet

Ter um piso flexível para as aulas seria o ideal, mas se não for possível, um piso de madeira com um espaço entre o piso e o contra piso, isto é: um piso que não seja concreto ou madeira que não seja colocada diretamente sobre o contra piso. O piso pode ser simples ou com linóleo em cima. O professor deve considerar a limpeza e manutenção quando escolher o piso. Ele também não pode ser liso.


Abaixo um texto retirado do site kercheekerchenews por José Luiz

"A primeira coisa que o leigo em dança pensa sobre o piso de dança, é que ele não pode escorregar, isto se não for um praticante de dança de salão, pois nesta modalidade, o piso não deve agarrar nos sapatos, evitando o deslizamento dos casais sobre o piso. Para muitos o requisito básico na sala de dança, é o espelho, o que para o mim, é o de menor importância.

A primeira coisa, a saber, sobre o piso da sala de dança, é de que não existe um piso ideal para todas as modalidades da dança, estilos como sapateado e Ballet Clássico, necessitam de piso específico, pois cada um interage com os bailarinos de forma única. Portanto, o primeiro item a ser observado em sua sala de dança, é se ela possui o piso adequado ao estilo da dança, cada estilo pede um tipo de piso que terá grande influência no desempenho dos bailarinos assim como na prevenção de lesões.

Vamos falar neste artigo, basicamente sobre o piso para aulas de Ballet Clássico. Este piso é construído a partir de uma treliça de madeira apoiada sobre coxins de borracha, a treliça é coberta com placas de compensado, que por sua vez são cobertas com linóleo . A modalidade da dança, número de praticantes e base em que se apóia esta estrutura, será determinante na espessura da madeira da treliça e do compensado, pois resultara em maior ou menor flexibilidade do piso. Quanto a flexibilidade, ele não deve ser macio demais, pois muita maciez induz a um trabalho muscular aumentado, assim como pouca maciez, no caso duro, leva a ondas de choque por todo o corpo, que com a repetição pode provocar micro lesões nas articulações, que leva a um efeito degenerativo das cartilagens, seus sintomas se manifestam com dores articulares geralmente depois de alguns anos. Portanto, o piso para Ballet deve ser uma combinação perfeita de flexibilidade, para devolver a energia absorvida da queda e devolver ao corpo do bailarino facilitando o salto. Vale lembrar que em quase todos os esportes que possuem grande quantidade de saltos, há sempre uma preocupação com a absorção do impacto, daí os inúmeros tênis sofisticados para cumprir esta função, e como na Dança Clássica não se usa tênis, mas uma sapatilha construída de lona e\ou couro praticamente sem nenhum recurso de amortecimento eficiente, a necessidade do piso adequado é de extrema importância na prevenção de lesões.

Outro piso que é de suma importância, é o piso para o sapateado, pois fazer uma aula de sapateado em piso para Ballet, é estragar o piso e a aula de sapateado. O Sapateado pede um piso em madeira, esta mais dura que a usada no Ballet e em formato tábua corrida, que deve ser colocada também sobre uma base de treliça de madeira que não devem levar espuma ou outros materiais isolantes, porém neste caso, as madeiras são mais grossas e menos flexíveis, e devem principalmente produzir um som agradável ao toque com o sapato de sapateado para propagar o som. Aulas de Sapateado em pisos inadequados, induz o Sapateador ao maior esforço muscular, gera maior impacto sobre os joelhos e não fornece a estabilidade necessária a execução dos passos.

Portanto, observe sempre o piso em que você pratica sua dança, ele é mais importante do que possa parecer".

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Tudo sobre sapatilhas de Meia Ponta

Muito se fala sobre sapatilhas de pontas, mas as tão usadas sapatilhas de meia ponta também tem variedades. Vamos entender um pouco mais sobre os tipos de sapatilhas de meia ponta.

Sapatilha de meia ponta tem pé certo?

Enquanto você não usa não tem pé certo. Depois, ela vai se moldando ao pé que você sempre usa. Então não procure direito ou esquerdo, coloque no pé, passe a usar, depois mantenha sempre a mesma sapatilha no mesmo pé. O formato irá te mostrar qual é de qual pé.

Qual o número da minha sapatilha de meia ponta?

Normalmente a sapatilha de meia ponta é 1 ou 2 números maior do que o número que você calça. O ideal sempre é provar! Digo isso porque tenho sapatilhas bem maiores do que esta diferença. Como cada pé é um pé, só você mesma pode saber se está ou não conformavelmente calçada com determinada sapatilha. Prove com seu pé no chão normal e prove com seu pé esticado.

Existe sapatilha de meia ponta feminina e masculina?

Sim, pois a largura do metatarso masculina costuma ser mais larga, porém nada impede que usem sapatilhas femininas e vice versa se ficar adequada ao pé, sem desconforto.

Quais diferenças entre os materiais das sapatilhas?

Encontrará sapatilhas de lona, cetim e couro. A diferença maior é a aderência com o piso (dependendo do piso onde você fizer aula uma ou outra será melhor) e a sua preferência da adequação da sapatilha ao seu pé. As de couro e as de lona costumam ser mais durinhas. As de cetim mais usadas por crianças ou em figurinos.

Sapatilha de Couro
Atualmente existem sapatilhas com strech no meio do solado. Eu adoro! parece que dá mais liberdade pros movimentos do meu pé!

Elásticos e Fitas

O elástico é obrigatório. Sempre irá usar e deve ser bem costurado. As fitas, nas sapatilhas de meia ponta são opcionais. Geralmente usadas em níveis intermediários e avançados. O elástico pode ser simples ou duplo.

Sapatilha de Meia ponta com fitas
Cor ideal para a sapatilha

Não existe cor ideal. Normalmente meninas no ballet usam rosa ou salmon,  meninos pretas, mas não são regras, pode depender do uniforme da sua escola. Eu gosto de combinar a cor da sapatilha à cor da meia. A cor da sola pode ser branca ou da cor da sapatilha.

SOBRE AS SOLAS

Sola Inteira

Normalmente usada por crianças ou iniciantes. Essas sapatilhas costumas vir com elástico no peito do pé já costurados e ter forro em algodão.

Sola Dividida

Indicada para bailarinos de nível intermediário ou avançado. A sapatilha com sola dividida é melhor para exercitar seu colo de pé. Ela dará mais conforto na realização dos exercícios e você conseguirá esticar o pé.

Cuide da sua sapatilha

Sapatilhas de meia ponta são "laváveis", você pode lavar as sapatilhas, contudo vai sentir diferença quando calça-las novamente com elas lavadas, pois ficarão mais durinhas e aparentemente apertadas, como se fossem novas.

Bailarinos normalmente preferem sapatilhas de meia ponta usadas, velhas e, porque não, surradas. Digamos que elas já estão mais moldadas aos pés.

Talco - Use talco nas sapatilhas para não ficar com mal cheiro.

Saquinhos - guarde a sapatilha num saquinho de pano, pode ser num saquinho com furinhos, assim ela fica num lugar arejado dentro da bolsa.

Sol - coque de vez em quando suas sapatilhas no sol para não ficarem presas, juntando bactérias, dentro da sua bolsa.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Os homens e o Ballet Clássico

"No país do futebol, meninos escolhem dança"

Se engana quem acha que o ballet clássico sempre foi dominado pelas mulheres pelo contrário devemos gratidão eterna aos homens por serem os idealizadores e inventores dessa eterna e perpétua dança. Vejamos a presença dos homens e sua influência dentro do Ballet clássico refletindo alguns pontos.

A importância Histórica do homem para o ballet
  • As origens do balé surgiram em celebrações públicas italianas e francesas nos séculos XV, XVI e XVII. enormes espetáculos durando horas (e até mesmo dias) e utilizando dança, poemas recitados, canções e efeitos cênicos, todos organizados em torno de um enredo principal e com homens e garotos ricamente trajados.
  • Por volta de 1600, o rei Luis XIV especialmente, amava dançar e estrelar as produções do ballet da corte. Quando ele se tornou muito velho e gordo para se apresentar, continuou a ser um dos maiores defensores do ballet, O ballet teve uma vantagem política assim como Luis certamente usou seus ballets para celebrar e glorificar a ele mesmo, para associá-lo a uma divindade, e reforçar o poder do trono. Porém tratava-se de uma “jogada masculina”. A bailarina, como nós sabemos, ainda não tinha entrado na existência. As mulheres realmente não podiam participar do mesmo modo que homens, em grande parte por causa de suas roupas.

  • O primeiro grande Maître de Ballet (mestre de dança) foi Charles-Louis-Pierre de Beauchamps. Ele foi responsável pela criação das cinco posições básicas dos pés no balé. Essas posições foram criadas com a intenção de manter o equilíbrio do corpo em movimento ou parado, e organizar a estética da dança.
  • Em 1661, o rei da França fundou a “Academia Real de Dança e de Música”, e em 1681, Lully começa a introduzir bailarinos profissionais em seus balés, e com isto o aprimoramento da técnica clássica. Beauchamps desenvolve passos como: o “entrechat” (um sobressalto que mais tarde vai ser acrescentadas batidas); o “grand jeté (salto em comprimento).
  • Raoul-Auger Feuillet, discípulo de Beauchamps, apresenta quatrocentos e sessenta passos de ballet, entre eles, pliés, elevés, tombés, glissés, cabrioles, e ainda, giros, cadências e figuras do corpo, sem contar os piques, coupés e pas de bourrés. Delineando, também, os eixos perpendiculares para se movimentar e girar, sendo eles: frontal; dorsal; e lateral. É no Iluminismo que surge a dança clássica Virtuosa.
  • Noverre foi a figura mais importante do ballet no século XVIII para ele o balé deveria narrar uma ação dramática, ser natural e expressivo, utilizar a pantomima, e abolir as máscaras por esconder a expressão facial do bailarino. Aboliu também as enormes perucas “operescas” dos balés, mudando o comprimento do vestuário feminino para dar mais leveza e graciosidade aos movimentos. Sua preocupação era grande em relação a formação do bailarino, pois acreditava que eles precisavam aprender diferentes áreas do conhecimento, para não se tornarem autômatos da dança.

Mesmo se me concentrasse somente em partilhar com vocês a parte histórica não seria o suficiente e ainda é certo que antigamente os pais colocavam seus filhos homens no ballet para aprender a disciplina que era pior do que a militar. A eles devemos gratidão até por nossos queridos pliés primeiro exercício que uma jovem bailarina ou bailarino aprende.

E o preconceito, veio de onde?

Na minha opinião e depois de ter pesquisado muito percebi que ao deixar de representar por meio das coreografias as vitórias e fatos históricos de um povo ou de um rei, passou agora a dar uma versão mais sensível contando histórias de amor, romances o que eu foi fazendo a mulher ter cada vez mais destaque pois passou a ser protagonista e personificação da delicadeza.


O preconceito

A culpa, nesse caso, é muitas vezes dos pais. A escassez de homens em escolas de balé clássico no país, em pleno século 21, ainda tem raízes no preconceito em relação a uma atividade considerada “coisa de mulherzinha”. Enquanto em outros países, as escolas mantêm turmas só de rapazes, no Brasil, pode-se contar nos dedos de uma mão, – e olhe lá! – , o número de garotos em uma sala de aula. “Aí, logicamente, a atenção não será para ele, e o aluno se desestimula e desiste”, diz Jair Morais, professor do Balé Teatro Guaíra e criador da independente Companhia de Dança Masculina Jair Morais.


Por começarem a dançar mais tarde do que a média das meninas, os meninos precisam receber um treinamento acelerado. A diferença no ensino de meninos e meninas precisa ser assinalada, pois existem movimentos específicos para cada sexo, dentro da dança clássica. Claro que há movimentos comuns, mais não são tantos como se imagina.

As consequências 

O papel do homem é fundamental no desenvolvimento de um ballet e as insinuações e preconceitos acabam por provocar perdas, como a inibição de grandes talentos criando uma verdadeira carência de bailarinos na dança. Diante desse fato, academias têm oferecido bolsa para meninos interessados na arte do balé. Porém, infelizmente muitos dos meninos acabam desistindo por causa das dificuldades que encontram entre os amigos e familiares; além do preconceito as pessoas não acreditam que o balé pode ser uma carreira.

Sensibilidade não é sinal de homossexualidade! Do ponto de vista do desenvolvimento cognitivo, o cérebro masculino é diferente do feminino. Isso determina aptidões e interesses diversos entre meninos e meninas” explica a psicóloga Ceres de Araújo. Quando um garoto se interessa por balé, isso não quer dizer que ele tenha transtornos na identificação sexual. Significa que ele tem uma sensibilidade muito desenvolvida e uma grande capacidade para apreciação estética, funções geralmente mais apuradas nas meninas. “Se um menino de fato se interessar por esse tipo de aula, deve ter o direito de experimentar para ver se gosta”, sugere a psicóloga.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Porque a dança está acima de tudo!

"Não importa a linguagem da dança envolvida, todas exigem disciplina e comprometimento. Não dance para aparecer, não dê aula sem registro profissional, não cobre um valor irrisório pelo seu trabalho, mas também não cobre um valor exorbitante, tenha bom senso, o conhecimento é universal, tem que ser acessível e deve ser passado adiante.


Respeite os seus mestres, seus coreógrafos, as pessoas que estão dispostas a compartilhar seus estudos contigo, feche a boca, preste atenção e não vá para casa com dúvidas. Lute pela dança, não lute pela fama, não aceite cartel, panelinhas, monopólio e hierarquização da arte. Faça aulas de todas as linguagens, saia da zona de conforto, dedique-se...

Em um mundo cheio de bons, busque a excelência, sem perder a humildade, sem falar sobre você, fale e lute sempre pela dança... Patrimônio Imaterial da humanidade."
Por Rodrigo Pires

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Do "À terre" às "Pontas"


Em se tratando dos pés com as suas respectivas elevações, sabiam que nós podemos classificá-los em 5 posições básicas, são elas:

  • Pied a terre ou Pé no chão, o ponto de apoio está no arco plantar mantendo-o no chão, não deixando desabar com en dehors.
  • Pied à quart (pé a ¼) ou Meia Ponta Baixa, tem função de aumentar o en dehors, seu ponto de apoio está no ante-pé com leve flexão plantar do en dehors. 
  • Pied sur la demi pointe ou pé na Meia Ponta. O apoio está no ante-pé mantendo a flexão plantar submáxima com en dehors. 
  • Pied a trois quarts (pé a ¾) ou pé na Meia Ponta Alta, tem o ponto de apoio sobre a articulação mantendo a flexão plantar máxima com en dehors.
  • Pied sur la pointe ou Pé na ponta, é realizada em duas situações específicas: 1ª Com auxílio das sapatilhas de pontas e 2ª quando determinado passo é realizado En L'air.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Conscientizem-se: Professores e Alunos

“Melhor ser uma (o) grande bailarina (o) do que uma pequena professora!”


E assim começo os posts deste mês – com esta reflexão, afinal estamos – nós bailarinas (os) sendo mesmos instruídas pelos melhores profissionais da área ou os mais bem preparados para tal função? 

Eu (professor de dança) realmente tenho gabarito para ministrar aquilo que estou fazendo ou estou – intencional ou não intencionalmente iludindo a cabeça das muitas brilhantes e talentosas bailarinas que passam por mim, por você ou por tantos outros? 

O que é fato: Dance para você e por você, mas não transforme isso em comércio. A Disciplina da dança deve ser estudada se desejar que seja uma função além da diversão. 

Merece respeito à confiança alheia, merece cautela. Jamais se atreva a ensinar o que se tem dúvida ou que se leu na revista, no site da internet, o que não se sabe fazer – e fazer bem! 

A Postura de um professor que deseja cobrar em sala de aula deve ser modelo a ser seguido. Ensinar o que você dança bem nem sempre é ensinar o certo. O certo é saber de onde sair, para onde vai e como chegar com visão de público, bailarino e quase fisioterapeuta. 

Não pense que está ensinando um pouco a quem não sabe nada e isso no momento não fará diferença, pois o leigo cresce e vira mestre e um dia virá a ensinar aquele que já foi seu professor e vai lembrar-se de cobrar passos que lhe foi ensinado errado. Acredite isso pode prejudicar um aluno a vida inteira! 

Estou me referindo aos professores da minha área, os que estudaram anos na dança, os que fazem/praticam dança de segunda a segunda e vivem em prol disso. “E não os “pedagogos”, porque muitos de nós já ouvimos gente falar: “Eu sou legalizada para dar aula de dança, porque fiz pedagogia e pedagogia quer dizer professor de tudo” 

Não é a mesma coisa! Se você faz Judô, você não esta apto a ensinar Kung Fu só porque fez curso na área de lutas marciais... É preciso lembrar isso às vezes, pois muita gente esquece. 

Não desperdice o tempo que você poderia estar estudando algo para te acrescentar, ensinando meias verdades para os que acreditam estar aprendendo muito. Imagine se seus professores fizessem isso com você, creio que não iria achar justo. Certo? 

"A função dos bons professores é formar seus substitutos; Não à sua altura, mas acima dela."
Por Maira Panas via Facebook

sexta-feira, 29 de março de 2013

“Por que as pessoas fazem ballet?”

Essa foi a pergunta que a Maria, leitora do blog "Dos passos da bailarina", ouviu do seu irmão ao mostrar para ele um vídeo do entrance de “A Bela Adormecida”. Ela não soube o que responder e sugeriu um post sobre o assunto.


Nós somos essas pessoas que fazem ballet. Afinal, o que nos leva a isso? Acho que há dois pontos importantes: um pessoal e um coletivo.

O primeiro diz respeito às nossas próprias questões. Cada pessoa tem lá os seus motivos para escolher, justamente, o ballet clássico. Realização de um sonho de infância. Projeto profissional. Amor pela dança. Paixão pelo estilo. Alta capacidade de dedicação. Atração pela dificuldade. Continuação da atividade de infância. Enfim, uma série de fatores.

O segundo é o que nos une. Quando pensei no post, logo lembrei das palavras de Kurt Froman, coreógrafo assistente do filme “Cisne negro”, em “A metamorfose do Cisne Negro”, documentário que acompanha o DVD do filme. Ele disse o seguinte:

“Você começa na barra, todo dia, até os profissionais; começa com os pliés e parte para os tendus. Então, o mundo do balé é muito regular, repetitivo e previsível. Há um certo tipo de personalidade que é atraído por essa estrutura, porque você sempre sabe o que vai fazer naquele dia, e é uma busca pessoal do ideal, sabe. Fazer o seu corpo alcançar algo que nunca alcançará. Você tenta conseguir uma linha bonita, girar as pernas 180 graus completos, que, na verdade, o corpo não devia fazer.

“Você sabe de cara se é algo que vai mesmo querer fazer, porque exige tanto fisicamente e emocionamente, mas ao mesmo tempo, não há nada que lhe dê tal… (ele abre os braços e suspira profundamente).”

Impossível não nos reconhecermos nessas palavras. Tenho cá para mim que essa previsibilidade nos acalma. O mundo pode estar um caos, mas o plié continua sendo um plié há mais de trezentos anos. Não sabemos do amanhã, mas da sequência da barra a gente sabe. E essa busca incessante pela perfeição talvez seja para encontrar aquele momento mágico em que um movimento perfeito simplesmente acontece. Quem já conseguiu isso sabe do que estou falando. Um dia eu conto o meu…

E esse suspiro profundo no final? Entendemos muito bem do que ele está falando e, mesmo assim, não conseguiríamos explicar o seu significado a ninguém.

Por fim, acho que nos sentimos parte de algo muito maior. Não importa se somos profissionais, amadores, estudantes, o ballet clássico nos une em qualquer canto. E não apenas hoje, mas ontem e amanhã. Ou ninguém nunca pensou que os passos realizados na sua aula, a Anna Pavlova também os fazia no começo do século passado?

Essa dúvida do título não é apenas do irmão da Maria. Geralmente, é de todas as pessoas que não fazem ballet. Quem nunca ouviu um “Mas por que você faz isso? Não tem outra coisa?”.

Não, não tem.

sábado, 16 de março de 2013

Etiqueta nas aulas é importante!

Uma aula de dança é muito diferente de um laboratório de criatividade. Sua estrutura é complexa e extremamente relevante. Este é um guia de sugestões práticas. Algo pode ser útil, afinal, se ninguém lhe mostrou como se portar, como você poderia adivinhar?


  • Seja pontual. Caso chegue atrasada à aula já iniciada, peça ao professor permissão para entrar, de maneira discreta, sem alarde.
  • Desligue seu celular. Ou melhor, deixe-o do lado de fora da sala. Aproveite e jogue fora o chiclete também.
  • Uniforme: Descubra antes da aula se sua escola exige ou não uniforme. Caso adote, providencie logo, minimizando gafes desnecessárias.
  • Se a aula já começou, aqueça-se antes de começar! É a maneira mais eficaz de prevenir lesões e preparar o corpo para a dança. Mas faça em silêncio, em qualquer canto da sala, e só então acompanhe a turma.
  • É o professor que manda, dirige e ensina no seu território. Ele está trabalhando ali, tentando fazer o seu melhor. Mostre algum respeito à sua condução e propostas.
  • Use sua aula para estudar! Apesar de ser uma ótima ocasião para fazer novas amigas, as aulas de dança não são terapia em grupo e nem um bar. Converse com as amigas em outra ocasião. Aproveite cada aula como uma chance de aprender, crescer, se concentrar e se beneficiar de tudo mais que a dança pode te proporcionar.
  • Complexo de “primeira bailarina” é muito deselegante. A sala de aula é um local onde todas estão lá para estudar igualmente. Suas colegas não são sua platéia. Não domine o ambiente com perguntas desnecessárias ou atitudes blasés. Cumprimente todas, seja amigável e flexível, e lembre-se que você não é o centro das atenções. Toda a turma tem chances iguais.
  • A sala de aula é um local democrático. Não seja espaçosa, você não é dona de nada e não há lugares pré-determinados. Sendo assim, qualquer um pode ocupá-los.
  • Fica com sede durante a aula? Normal. Muito melhor do que sair a cada momento para se refrescar é levar uma garrafinha de água pra sala. Não atrapalha a aula e você não perderá nenhuma explicação/exercícios.
  • Novatas precisam de atenção e encorajamento. Seja generosa e mostre seu apoio. Com certeza elas se sentirão mais confortáveis para se expor e o professor poderá lhes dar mais atenção. Cuidado com os ciúmes!
  • Seja pró-ativa. Se o professor pedir para que demonstre um exercício, encare como mais uma oportunidade de estudo. Por que negar?
  • Quem respeita recebe respeito em troca. Caso o professor divida a turma em grupos, respeite as colegas enquanto executam algum exercício. Não converse, nem fique criticando ninguém, mesmo que você veja defeitos na sua maneira de executar. Manter as regras mínimas de boa educação é algo básico.
  • Faltou na aula? Às vezes acontece, mas nem o professor, nem a turma têm culpa disso. Não adianta chegar na aula seguinte bombardeando milhares de perguntas ou se sentindo injustiçada. Se você perdeu matéria, se esforce para “pegar”, mas sem “causar”.
  • Respeite sua vez e deixe os outros aproveitarem sua chance de fazer o exercício também. Siga o fluxo e nunca pare no meio ou passe na frente de alguém em “movimento”. Sem querer você pode causar um pequeno acidente.
  • Ao final da aula agradeça o professor, e ao trabalho desenvolvido ali. Bater palmas junto das demais colegas é um sinal de gratidão adequado.
Por: Eduardo Denardi

terça-feira, 12 de março de 2013

Com que idade começar no Baby Ballet?

E quando a criança ainda nem saiu da barriga da mãe?

Com certeza todos os professores já passaram ou passarão por isso. Mães que impõem o ballet na vida de “recém-nascidas”. Certa vez estava na escola que trabalho e uma mãe ligou dizendo o seguinte: Oi. Eu estou grávida e gostaria de saber sobre as aulas de ballet para quando minha filha nascer!

- Agora já podem rir!

Qual a idade certa para iniciar com as aulas de baby ballet?


Existem professores que dão aulas para as crianças de dois anos e acredite, eu já vi professora dando aula para crianças com um ano e meio de idade.

De verdade, eu acho que esses pais gostam de ser enganados. Porque não é possível acreditar que uma criança de um ano e meio vá aproveitar uma aula de baby ballet.

Existem várias opiniões sobre este assunto. Mas, posso afirmar que a baby ballet é altamente indicado para crianças acima de três anos. Antes disso é pura enganação. E ainda assim com três anos o trabalho é bem especifico, exigindo muita competência profissional.

A criança está em plena formação e uma má intervenção nesta fase poderá comprometê-la para o resto da vida.

Trabalho com criança a pelo menos dez anos e ao longo deste tempo pude perceber dentre várias tentativas com erros e acertos que a melhor idade para se iniciar com a técnica clássica é a partir dos oito anos.

Se a criança já fez alguns anos de baby ballet, é visível a diferença no processo de aprendizagem. Em alguns casos, quando a criança tem dificuldade, eu até recomendo uma aula de “pré-ballet” antes de iniciar efetivamente na aula totalmente clássica. E faz total diferença!

Mais uma vez venho dizer que a cautela e o bom senso são fundamentais para o professor de baby. A criança e a aula rendem muito mais quando iniciadas na idade correta!

Aula para crianças de dois anos até “pode”. Mas, o professor vai ter que estar ciente de suas responsabilidades além de trocar fralda no meio da aula e ter muita, muita paciência!
Por Lucas Schoeninger

domingo, 10 de março de 2013

Dance pela sua saúde

Os benefícios sociais, emocionais e físicos associados à dança são mais do que conhecidos: e os mentais? Sabia que, para além de diminuir os níveis de stress e aumentar os níveis de serótina (e consequentemente o bem-estar geral), a dança tem a capacidade de nos tornar mais inteligentes, ao mesmo tempo que reduz o risco de demência. É o poder que a dança tem sobre o cérebro! Já dançou hoje?


Um estudo sobre a dança e o cérebro

Não é segredo nenhum que dançar faz bem à saúde, exterior e interior! O estudo sobre os efeitos fantásticos que a dança tem sobre o cérebro esteve a cargo do “New England Journal of Medicine” que chegou à simples conclusão que, da mesma forma que a dança nos ajuda fisicamente – queimando calorias, exercitando o corpo e mantendo-nos em forma – os seus efeitos sobre o cérebro são igualmente positivas: não só aumenta significativamente a agilidade mental, como até reduz o risco de doenças com uma forte componente de demência, como o Alzheimer, por exemplo. Ao longo de 21 anos, o estudo envolveu pessoas com mais de 75 anos de idade e observou a influência da prática de atividades cognitivas e físicas na luta contra a demência. Os resultados são surpreendentes: dançar frequentemente reduz o risco de demência em 76%! Segue-se a realização de palavras cruzadas 4 vezes por semana (reduz o risco de demência em 47%) e a leitura (reduz o risco de demência em 35%). Apesar dos seus óbvios benefícios físicos (nomeadamente cardiovasculares), a prática de modalidades desportivas como a natação, ciclismo ou golfe não contribuem para a redução do risco de demência. É caso para dizer, dance pela sua saúde!

Porque é que dançar faz bem ao cérebro?

Estimular a inteligência e o raciocínio e assim assegurar uma agilidade mental saudável, em qualquer idade, passa por estimular o próprio cérebro com coisas novas e diferentes, que nos obrigam a pensar de forma criativa e “fora da caixa”. Quando isto acontece, a luz da “lâmpada” que existe dentro do nosso cérebro brilha cada vez mais forte. Se o cérebro estiver habituado a lidar sempre com as mesmas coisas, sempre da mesma forma, o cérebro não é suficientemente estimulado e, consequentemente, a luz da “lâmpada” torna-se cada vez mais fraca. E é aí que doenças relacionadas com demência podem facilmente instalar-se. Ao aumentar a nossa reserva cognitiva, reduzimos significativamente o risco de sofrer de uma doença como Alzheimer. E é precisamente aqui que a dança se destaca: por ser uma atividade que requer decisões rápidas e constantes, a sua ação sobre o cérebro é extremamente positiva.

Mais dança, mais inteligência

Este estudo não só demonstrou que a dança pode tornar-nos mais inteligentes, mais rápidos a pensar e a conseguir soluções criativas, como revelou que dançar é ainda uma arma poderosa no afastamento de doenças degenerativas. Para além disso, quanto mais dançar melhor! E para potenciar ainda mais os efeitos da dança sobre o cérebro, deve optar por aprender diferentes estilos de dança (quanto mais exigentes, melhor!), improvisar sempre que possível (ao invés de cingir-se a passos coreografados) e se dançar a dois, trocar de parceiro de dança as vezes que puder… para manter a atividade interessante e o cérebro ativo! Precisa de mais algum motive para pisar a pista de dança?

segunda-feira, 4 de março de 2013

Trabalho Lúdico

Hoje quero falar do trabalho do lúdico no balé com crianças de três anos em diante.

A atividade lúdica é importante porque desenvolve na criança a atenção, memorização, imaginação, enfim, todos os aspectos básicos para o processo da aprendizagem, que está em andamento quando a criança completa três anos de idade.

O sonho de ser princesa é coisa séria para as meninas desta faixa etária e nós professores devemos incentivar cada vez mais com exercícios que estimulam a criatividade além de tornar a aula mais prazerosa para a criança.


O pé da bailarina, o pé do palhaço, pega a bola ou solta a bola só trazem benefícios para as pequenas que ainda não conseguem associar a nomenclatura do balé clássico.

Professores a dica de hoje é criar sem medo! Invente nomes, movimentos, histórias e tudo mais que possa ajudar a criança a adquirir o gosto pela dança de forma lúdica. Aperfeiçoar-se com novas técnicas didáticas consistindo numa prática inovadora é tão importante quanto saber ensinar o “plié”.

O lúdico é um recurso didático dinâmico que garante resultados eficazes na educação e exige extremo planejamento e cuidado na execução da atividade elaborada.
Lucas Schoeninger

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

O bem que faz a dança

A dança é uma atividade social. Estudos têm demonstrado que fortes laços sociais e convívio com os amigos contribuem para a auto-estima elevada e uma perspectiva positiva.

A dança oferece muitas oportunidades para conhecer outras pessoas. Participando de uma aula de dança você pode aumentar a autoconfiança e desenvolver habilidades sociais. Como a atividade física reduz o estresse e a tensão, dançar regularmente dá uma sensação geral de bem-estar.

Dicas de Dança

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

A criança gosta de balé?

E o que fazer quando a criança não gosta e não quer aulas de balé?

Certamente todos os professores já passaram por esse delicado momento.

A criança entra na sala e a única coisa que ela quer e não estar ali. Mães que obrigam a criança a fazer a aula de balé porque querem uma atividade física ou até mesmo um passatempo para sua filha.

Não se deve obrigar nenhuma criança a gostar de balé ou futebol. Devemos esperar ela se manifestar. Se gostar, ótimo. Se não gostar, ótimo também.

Vejo que algumas mães tratam o balé como uma obrigação cívica ou até mesmo transferem suas convicções equivocadas para suas filhas como se tivesse dando uma grande lição.

E isso de nada adianta, quando essa criança chegar à fase da adolescência certamente irá parar com as aulas e ainda pior, nem irá apreciar a arte.

Cansei de ver e ter esse tipo de aluna. São crianças fofas, educadas... Mas, não gostam das aulas e ás vezes acaba atrapalhando o andamento da turma.

O que fazer nesta hora?

Eu particularmente chamo a mãe e converso abertamente. Explico que o balé tem sim benefícios para a criança. Mas, ela tem que se sentir bem dentro da sala de aula. Graças a esse meu bom senso, tenho ótimos exemplos de meninas que saíram e hoje fazem judô ou até mesmo outra modalidade de dança.

Fica então a dica. A sinceridade com os pais é fundamental. Não devemos “enganá-los” apenas pela quantidade de alunos.
Lucas Schoeninger

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

A postura é essencial!

Uma das primeiras coisas que uma bailarina aprende é a maneira correta de segurar seu corpo. Um dos fatores distintivos de uma bailarina é a postura, dançando ou não.


Você pode encontrar o seu centro de equilíbrio, imaginando uma linha reta passando pela sua espinha. Para atingir a postura correta, bailarinos devem praticar todos os dias alguns exercícios.

No começo, pode ser útil se segurar suavemente numa barra de equilíbrio. Os passos seguintes irão ajudá-lo a ficar como uma bailarina.

1 - Fique com os pés na primeira posição, calcanhares se tocando e pés virados para fora, com os joelhos retos.

2 - Contraia os músculos de sua barriga.

3 - Aperte os músculos da parte inferior da sua perna.

4 - Amplie os ombros, empurrando-os para baixo e para trás.

5 - Mantenha os braços na frente do corpo, com os cotovelos ligeiramente dobrados e as mãos relaxadas.

6 – Levante o queixo, alongue o pescoço.

7 - Respire profundamente e relaxe.

Dicas:

1 - Mantenha os ombros para baixo e aberto.

2 - Olhe para cima e para fora, nunca para seus pés.

3 - Olhe no espelho para checar sua postura.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

10 dicas para uma bailarina

1 - Se respeite acima de tudo e valorize seu trabalho. Confiança é a chave do sucesso!

2 - NUNCA tenha medo do palco.

3 - Mantenha-se sempre esforçada. 

4 - Irradie alegria!

5 - Não considere as outras bailarinas concorrentes ou rivais, mas sim como amigas que podem trocar experiências aprendendo umas com as outras.

6 - Sorriso sempre, ainda que o movimento esteja doendo ou não.

7 - Seja humilde assumindo seus erros e conhecendo seus pontos fracos, tentando sempre melhorá-los.

8 - Nunca desista algumas tem mais facilidade do que as outras, mas um dia você chega lá!

9 - Descubra que sua verdadeira função na dança é transmitir alegria para as outras pessoas através de sua arte. Faça valer esse dom!

10 - Sapatilha furada? Não tem problema o que vale é o amor pela DANÇA!

Fonte: Mundo Dança via Facebook