Noite Cultural da Primavera na Comunidade Itamarati Norte, amanhã, 28 de setembro, às 19h30, no salão comunitário, com apresentações de dança, música e capoeira.
A Apae e o Teatro Ogan através do Ponto de Cultura Ninho do Sol com o apoio do Departamento de Cultura promovem a 7ª edição do FESTEATRO - Festival Estudantil de Teatro de Campo Novo do Parecis.
Com o objetivo de promover a inclusão do deficiente na família, escola e sociedade, este ano o evento tem o seguinte tema: Em busca de igualdade. Estamos aqui!
"Queremos uma igualdade que reconheça as
diferenças e uma diferença que não reproduza desigualdades."
O 7º FesTeatro acontece no dia 26 de setembro de 2012, às 19h, no Centro Cultural.
Toda a comunidade camponovense está convidada a prestigiar.
É possível em uma coreografia de balé clássico as bailarinas cantarem ao mesmo tempo em que dançam? No seriado "Glee" foi possível!
Sim... Nós sabemos – Mas lá é televisão, é outra coisa! Mas ainda que seja fruto de uma produção televisiva com todos os recursos tecnológicos, gráficos e tudo mais... Fica para nós, no mínimo, a ideia de algum dia uma grande (ou não) Cia ousar tal coisa:
Bailarinas Clássicas e Cantoras?!
O corpo de baile utilizado na cena é muito bom, mas cá entre nós, as personagens do seriado são melhores cantando do que dançando!
"Canon em Ré Maior" é a peça barroca mais famosa composta por Johann Pachelbel em 1680 e até hoje interpretada por diversos músicos e orquestras, tornando-se até música-tema para filmes. Esta obra, mais do que seu compositor, alcançou fama mundial até os dias de hoje e atualmente é muito executada em casamentos por sua doçura e suavidade. Canon (ou Kanon, em alemão) é uma peça musical de repetições feitas para 3 violinos e um violoncelo contínuo, ou seja, o 1º violino (ou primeira voz) inicia com parte da melodia, e depois de uma seqüência de acordes de I, IV e V graus, este inicia outra parte no mesmo momento que o 2º violino inicia a mesma melodia já tocada pelo 1º, sendo que quando o 3º violino inicia a mesma melodia já tocada pelo 1º e 2º violinos, o 2º passa a tocar o que o 1º tocou, em suma, são blocos de dois compassos tocados pelo 1º violino, os quais são repetidos pelos demais, tornando melodias harmonicamente sobrepostas.
E na dança? Como seria? No ritmo (seguindo a ideia de sobreposição) ou fora dele usando as infinitas possibilidades que a arte de dançar nos proporciona?
Honestamente eu sempre acreditei que no caso de Canon o mais coerente seria seguir a ideia de sobreposição e nas incontáveis vezes que assisti (através de vídeos na internet) a diversas montagens de coreografias produzidas com essa música mais eu me convencia de que deve ser coreografado como tal.
Para mim, essa é uma das melhores produções de um balé produzido em cima de Canon:
Momentum Dance Group em "Canon in D"
É... Só que no ano passado a Cia Almas da coreógrafa Franciele Almeida de Campo Novo do Parecis levou aos palcos de Mato Grosso a coreografia Canon, mas sem se preocupar com tal sobreposição característica da composição de Pachelbel. E deu certo? Se deu! Que melodia que nada, que sobreposição... Um adágio e um grande adágio!
A versão proposta pela Cia faz qualquer um repensar, ou seja, Canon pode sim ser coreografado livremente sem perder sua beleza ou sem fazer com que alguns críticos sintam aquela frustação ao ver uma composição famosa num ponto de vista totalmente diferente.
O exemplo mais claro do que estou falando é a mundialmente conhecida “Morte do Cisne”, um solo de balé clássico curto e baseado no 13º movimento de "O Cisne" da suíte "O Carnaval dos Animais" do compositor francês Camille Saint-Saëns composto em 1886. O balé foi criado pelo coreógrafo e bailarino russo Mikhail Fokine, a pedido da bailarina, também russa, Anna Pavlova, e foi estreado em 1905, mas John Lennon da Silva fez o, até então, inimaginável... Deu uma visão completamente excêntrica e magnífica!
Para quem quiser ver as duas versões de "A morte do Cisne", veja aqui.
O Cirque Du Soleil está em busca de novos talentos para seus espetáculos atuais e futuras criações. Interessados fiquem atentos na audição para integrar o elenco do maior circo do mundo. Será em dezembro deste ano nas seguintes capitais:
São Paulo
Rio de Janeiro
Porto Alegre
Obs.: Audição à convite, com base na avaliação da demonstração em vídeo!
Essa é sem dúvida uma questão bastante peculiar, Odette deve ser, afinal de contas, frágil ou rainha?
Pensemos: você está caminhando no bosque feliz e contente, um feiticeiro medonho aparece do nada e te aprisiona no corpo de um cisne, sem mais nem menos. Desde então, você está fadada a ser cisne durante o dia e mulher durante à noite, além de estar longe de sua mãe que chorou tanto a ponto de formar um lago onde você é obrigada a ficar durante o dia. Não só, para se livrar disso, você precisa encontrar um rapaz que a ame verdadeiramente. E detalhe: encontrará esse rapaz, mas ele pedirá outra em casamento e você será prisioneira para sempre. Haja angústia, não é!?
Para mim, a melhor tradução desse aprisionamento pode ser vista nesta cena.
Cena do filme "Cisne Negro", de Darren Aronofsky
Sim, eu acho que a Natalie Portman conseguiu entender claramente a personalidade da Odette (e também da Odile, mas isso fica para outro dia). A angústia está nos seus olhos, o tempo todo. E notem o momento em que ela toca o próprio rosto depois da transformação… Na segunda vez, parece que ela mostra as lágrimas escorrendo. Perfeito!
Mas ela é atriz, existe uma facilidade maior pela própria característica da profissão. E entre as bailarinas? A meu ver, duas conseguiram encontrar esse tom de fragilidade: a Evgenia Obraztsova e a Gillian Murphy. Sendo que a Gillian consegue manter isso o tempo todo ao longo do ballet, eu fico impressionada.
Por outro lado, o perfil “rainha dos cisnes” impera. Acho que duas bailarinas atingem o grau máximo nesse quesito: Ulyana Lopatkina e Svetlana Zakharova. Divas do começo ao fim.
Dentre essas duas possibilidades, eu prefiro a Odette frágil, amedrontada e angustiada para fazer o contraponto com a Odile vil, sedutora e dona da situação. Mas essa é uma visão absolutamente pessoal.
Podemos passar inúmeras dificuldades, e ter de batalhar muito para alcançar certos objetivos e, ainda assim, morrermos na praia.
Podemos deixarmo-nos consumir pelos ensaios, e perder noites de sono ou deixar de passar finais de semana com a família apenas por que temos extrema necessidade de conseguir tudo aquilo que desejamos, sonhamos e batalhamos, ou amargarmos um período obscuro de esquecimento.
Podemos assistir a injustiça bater à nossa porta e perceber, infelizmente, que
em algumas ocasiões não há absolutamente nada a fazer.
Podemos chorar com o
coração partido a dor insuportável das derrotas...
Depois de tudo isto até podemos deixar passar pela cabeça a estúpida ideia de
fazer uma grande besteira e desistir! Mas desde que seja exatamente assim: que tal
ideia não passe de uma estúpida ideia – e nunca mais volte, por que a dança é a nossa vida e a nossa maior superação!
Dançamos não porque queremos ou somos obrigados... Mas porque precisamos, porque a batida dos nossos corações dependem do compasso da nossa dança!