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terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Dicionário de Repertório: Repertório

Não é de hoje, volta e meia alguém me pergunta o que é Coda, Adágio, Pas de Quatre, Variação…

“Nossa, eu não acredito! Que absurdo, todo mundo deveria saber isso.”

Absurdo é ficar remoendo dúvidas por vergonha de perguntar. Ninguém nasceu sabendo, certo?

Esses posts serão feitos para facilitar o entendimento dos verbetes. Eu só falarei sobre Grand Pas de Deux depois de explicar as partes que o compõe. Sendo assim, vamos começar do princípio.

O Lago dos Cisnes de  20 de fevereiro de 1877
Afinal, o que é repertório? E balé de repertório?

São coisas diferentes e é preciso conhecer essa distinção.

Repertório significa conjunto, seja de obras, publicações ou conhecimento. No caso das artes, são as obras que compõe o trabalho de um grupo teatral, uma banda de música, uma companhia de dança, uma orquestra sinfônica. Por exemplo,“Romeu e Julieta” faz parte do repertório do Grupo Galpão e “Onqotô” do Grupo Corpo.

Onqotô - Grupo Corpo

Balé de Repertório consiste em um espetáculo de balé construído em torno de uma história. Isso basta para receber tal denominação? Não.

“Em relação à dança, repertório é o conjunto de obras que, reunidas a partir de determinados critérios, continuam a ser encenadas, remontadas por diversas companhias ao redor do mundo e, mesmo décadas ou séculos após a morte de seus autores, continuam a gerar interesse do público que as assistem. Essas obras formam o acervo de uma companhia. Assim, repertório está ligado à permanência e à universalidade.” (Vera Aragão, no curso Composição Coreográfica para Ballet, Unidança.)

Ou seja, os balés de repertório remetem à própria história do balé clássico, passando por gerações. A primeira apresentação de “O lago dos cisnes” aconteceu no século 19 e cá estamos nós, em pleno século 21, falando sobre ele.

quinta-feira, 5 de março de 2015

"O Lago dos Cisnes" completa 138 anos

O Balé mais famoso do mundo completou ontem (04/03) 138 anos. “O Lago dos Cisnes” teve estreia no dia 4 de março de 1887, no Teatro Bolshoi de Moscou, Rússia. A música é assinada por Tchaikovsky.

O balé conta a história do príncipe Siegfried que ao atingir a maioridade vê-se obrigado a escolher uma noiva, mesmo sem amá-la. Tentando se distrair prefere caçar junto ao lago. Prestes a atingir um bando de cisnes, que deslizam sobre o lago, quando de dentro dele sai Odette, Rainha dos Cisnes, formosa mulher, presa a uma maldição proferida por um feiticeiro. Somente o amor incondicional de um homem pode livrá-la do feitiço. O príncipe, apaixonado jura-lhe amor eterno e o feiticeiro é vencido pela força do amor e o feitiço que se estendia aos demais cisnes, desaparece. 

Mesmo após tantos anos, esse balé resistiu aos tempos e permanece encantando a plateia toda vez que é apresentado. A Cia de Arte Flor de Menina tem em seu repertório o Prólogo, Entrée e Pas de Quatre do 2° Ato e a Coda do Cisne Negro.

Loiane Gimenes como Cisne Negro e Rainha dos Cisnes

sexta-feira, 11 de abril de 2014

O Lago dos Cisnes: Um belíssimo Prólogo!

Odette, uma princesa, passeia pelo bosque despreocupada, conhece o feiticeiro Rothbart, e este lança uma maldição sobre ela: durante o dia ela será um cisne, e somente ao anoitecer, ela recuperará sua aparência humana. E o único meio dela se libertar desse feitiço, é através do amor puro e verdadeiro de um homem que lhe seja fiel.

American Ballet Theatre, ano 2005
Gillian Murphy como Odette/Odile
Angel Corella como Príncipe Siegfried

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Flor de Menina convoca selecionadas da Primeira Chamada para o "Lago dos Cisnes"


O Diretor Artístico e Coreógrafo da Cia de Arte Flor de Menina Fábio Lima, torna público o resultado da Primeira Chamada da seleção para o “Lago dos Cisnes”. As bailarinas abaixo relacionadas estão convocadas a assumirem suas funções na Cia conforme Processo Seletivo:
  • Andrielly Rizzotto
  • Thereza Gabrielle Aquino Valentim
  • Vanessa Gonçalves
As bailarinas deverão comparecer às 15h do dia 24 de fevereiro de 2014, nos ensaios da Cia de Arte Flor de Menina, munidas de cópia legível e autenticadas em cartório da documentação a seguir:
  • RG e CPF ou
  • Certidão de Nascimento (caso não se tenha os documentos acima descritos, nesse caso deve providenciá-los o mais breve possível).
Para os próximos dias a direção da Cia de Arte Flor de Menina estará realizando a segunda chamada da seleção.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Odette: Frágil ou Rainha?

Essa é sem dúvida uma questão bastante peculiar, Odette deve ser, afinal de contas, frágil ou rainha?

Pensemos: você está caminhando no bosque feliz e contente, um feiticeiro medonho aparece do nada e te aprisiona no corpo de um cisne, sem mais nem menos. Desde então, você está fadada a ser cisne durante o dia e mulher durante à noite, além de estar longe de sua mãe que chorou tanto a ponto de formar um lago onde você é obrigada a ficar durante o dia. Não só, para se livrar disso, você precisa encontrar um rapaz que a ame verdadeiramente. E detalhe: encontrará esse rapaz, mas ele pedirá outra em casamento e você será prisioneira para sempre. Haja angústia, não é!?

Para mim, a melhor tradução desse aprisionamento pode ser vista nesta cena.

Cena do filme "Cisne Negro", de Darren Aronofsky

Sim, eu acho que a Natalie Portman conseguiu entender claramente a personalidade da Odette (e também da Odile, mas isso fica para outro dia). A angústia está nos seus olhos, o tempo todo. E notem o momento em que ela toca o próprio rosto depois da transformação… Na segunda vez, parece que ela mostra as lágrimas escorrendo. Perfeito!

Mas ela é atriz, existe uma facilidade maior pela própria característica da profissão. E entre as bailarinas? A meu ver, duas conseguiram encontrar esse tom de fragilidade: a Evgenia Obraztsova e a Gillian Murphy. Sendo que a Gillian consegue manter isso o tempo todo ao longo do ballet, eu fico impressionada.

Por outro lado, o perfil “rainha dos cisnes” impera. Acho que duas bailarinas atingem o grau máximo nesse quesito: Ulyana Lopatkina e Svetlana Zakharova. Divas do começo ao fim.

Dentre essas duas possibilidades, eu prefiro a Odette frágil, amedrontada e angustiada para fazer o contraponto com a Odile vil, sedutora e dona da situação. Mas essa é uma visão absolutamente pessoal.

E vocês, preferem a frágil ou a rainha?

Por Cássia Pires

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Sangue novo na dança


Espetáculo "O Lago dos Cisnes" será apresentado durante curta temporada em Belo Horizonte, nesta quarta e quinta-feira, no Grande Teatro do Sesc Palladium pela Cia Brasileira de Ballet (CBB).

segunda-feira, 19 de março de 2012

Nosso corpo se move... Nossa alma dança!


“Ensinar” a dançar é como “ensinar” uma nova maneira de enxergar o movimento, uma nova maneira de senti-lo e uma nova maneira de escutar música. Você pode “imitar” os exemplos, mas se não aprender a vê-los, senti-los (vivenciá-los) e ouvi-los, jamais será o suficiente para dançar com a alma.
Luciaurea

domingo, 11 de março de 2012

Nosso corpo se move... Nossa alma dança!


A perfeição não é apenas o controle, também é se deixar levar...
Surpreenda-se para surpreender a plateia...
Transcendência... Poucas pessoas têm isso nelas... [...]
"Eu senti - A perfeição! Foi perfeito!"
Do filme "Cisne Negro"

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Balé de Repertório

A Bela Adormecida

A arte tradicionalmente revela um pouco do que se passa em determinado lugar, em dada época, os acontecimentos que estão marcando a sociedade e seus anseios, A Bela Adormecida não é exceção. No final do século XIX, a Rússia experimentava ser não apenas o maior país, em termos populacionais da Europa, mas também o maior país no que se referia à dança, era o país da dança. Para marcar todo esse sucesso, o auge em que a Rússia se encontrava, era necessária a criação de um espetáculo nada menos que perfeito, que enchesse os olhos de qualquer um que o visse. Não apenas por suas proezas técnicas, mas por sua riqueza em todos os diversos aspectos, como figurinos, cenários, coreografias, músicas, etc

Era com esse intento que, então, surgia o balé A Bela Adormecida, demonstrando toda a opulência da capital mundial da dança. Para tanto, foi necessário que houvesse uma perfeita integração entre todos os envolvidos na produção. Alexandrovich Vsevolojsky foi o responsável por essa coordenação, agiu juntamente com Tchaikovsky e Marius Petipa, trabalhando para a adaptação do tema e do libreto.
Tchaikovsky vinha, dessa vez, com um desafio a ser vencido, depois de seu primeiro trabalho para um balé – O Lago dos Cisnes – ter fracassado na primeira produção, era essencial que neste novo espetáculo não ocorressem falhas.


Marius Petipa, com sua noção perfeita da sequência de dança, detalhava o máximo possível seus pedidos à Tchaikovsky, especificando quantos pontos seriam trabalhados, quantos compassos eram necessários para cada cena, o estilo, o tempo, os instrumentos a serem utilizados, etc. Apesar de todas essas especificações feitas por Petipa, não havia uma “ditadura” quanto à isso, mas um trabalho feito constantemente em conjunto, adequando-se as duas partes. Daí tamanha perfeição da produção, que nos dias atuais é tão admirada, servindo como grande exemplo de organização e plena integração da equipe.

Os maiores responsáveis encontraram ali seu auge. Tchaikovsky encontrou estrondoso sucesso com sua música, apagando de vez o fracasso da primeira versão de O Lago dos Cisnes. Petipa não poderia ter criado coreografias mais brilhantes, as quais foram obtidas através da renúncia de parte da dramaticidade, dessa maneira surgem coreografias que falam por si só, como os Pas de Deux de Aurora e o Príncipe e o do Pássaro Azul. Além disso haviam as belíssimas variações, das fadas, a de safira, diamante, etc.


Especial beleza foi dada à Fada Lilás, não só por ser uma das personagens principais, mas impossível seria deixar de considerar o fato de que esta seria interpretada pela filha de Petipa, Marie Mariusovna Petipa, apresentando incrível riqueza técnica.

Além de toda a integração que deu vida próspera e bem sucedida à produção, as maiores estrelas da época interpretaram os principais papéis, o que seria uma maneira de marcar o balé A Bela Adormecida para sempre, foi também uma honra para aqueles bailarinos que ali participaram. A Bela Adormecida era tudo o que a sociedade da época esperava ter, um conto de fadas, com muita riqueza, longe das guerras, onde a magia transforma o mal no bem, onde o bem sempre vence, talvez não fosse apenas o que a sociedade daquela época quisesse e, não só por isso, ainda hoje é um dos balés mais apreciados no mundo.

Libreto

Prólogo - O Batizado - Em um grande salão do Palácio do Rei Florestan XIV 

Em um reino distante, todos os preparativos estão prontos para festejar o batizado da princesa Aurora. Chegam convidados de todo o reino, trazendo presentes para a pequena princesa. Cattalabutte, o mestre de cerimônias, certifica-se de que a lista de convidados está correta e conduz os convidados aos seus lugares. O Rei e a Rainha são os últimos a entrar, recebendo os cumprimentos de seus convidados. As seis fadas madrinhas de Aurora chegam, trazendo consigo peculiares presentes, bençãos, dando à princesa diferentes qulidades. Mas antes que o presente mais poderoso fosse entregue, o da Fada Lilás, uma enorme nuvem negra e um forte estrondo de trovão quebra a paz daquela festividade. Soldados aterrorizados entram e anunciam a chegada da fada mais poderosa de todo o reino, a fada do mal, Carabosse, que vem em sua carruagem seguida por ratos sem ter sido convidada.


A fada do mal anuncia seu presente à Aurora, a princesa crescerá bela, graciosa, saudável, mas ao completar 15 anos furará seu dedo e morrerá. A Corte fica horrorizada, a rainha implora pela vida de sua filha, mas Carabosse é irredutível. Ela está prestes a ir embora, quando a Fada Lilás bloqueia seu caminho, e anuncia então a benção que ainda não havia sido dada à princesa. Diz que não poderá impedir o feitiço lançado pela poderosa Carabosse, mas irá amenizá-lo, ao furar o dedo Aurora não morrerá, mas dormirá por muito tempo, até que um nobre e belo rapaz se apaixonará por ela, e com um beijo em sua testa a acordará. Carabosse, enfurecida, tenta fazer uma apelo às outras fadas, que a repelem. Ela retorna à sua carruagem e vai embora em uma nuvem de ira. O Rei, a Rainha, e toda a Corte se reunem em volta ao berço, jurando proteger a pequena princesa de todo o mal.
  
Ato I - O Feitiço - Quinze anos depois, no jardim do Castelo

É o aniversário de Aurora e os preparativos estão todos prontos. A Corte inteira aguarda ansiosa a vinda da Princesa para saudar seus pais e os convidados. Quatro príncipes, vindos de diferentes países para homenagear e cortejar a princesa dançam com ela, que encanta a cada um deles com sua beleza e com sua dança. A celebração prossegue, até que uma misteriosa figura envolta em um manto preto aparece, oferecendo um presente à princesa. É uma agulha, e a princesa nunca tinha visto nada como isso antes, pois objetos pontiagudos haviam sido proibidos por um decreto de seu pai. Fascinada, ela começa a brincar com a agulha, sem saber do risco que corre. Antes que alguém consiga pará-la, ela pica seu dedo e imediatamente começa a sentir os efeitos do feitiço. Ela dança atordoada até desmaiar. A figura que deu a agulha à princesa tira seu manto e revela ser Carabosse. A velha mulher ri da angústia de todos; os príncipes empunham suas espadas e a procuram, mas ela rapidamente desaparece, em meio à fumaça e fogo.


Após o desaparecimento de Carabosse, Fada Lilás aparece, assegurando ao Rei e à Rainha que Aurora não morreu, está apenas em um sono profundo. Chega o momento de concretizar o feitiço prometido no batizado da princesa, Fada Lilás, voltando-se para a população, que se encontrava no jardim, agita sua varinha, e o feitiço começa. O reino inteiro cai em sono profundo, com grandes arbustos e folhas encobrindo a todo o Castelo e seus jardins, protegendo a população dos olhos dos curiosos e dos malfeitores.

Ato II - A visão - Um reino distante, a floresta - Cem anos depois

Uma caçada chega a uma clareira na floresta, liderada pelo Príncipe Desirée. Nenhuma das diversões de seus amigos nobres ou dos amigáveis aldeões consegue dissipar sua tristeza, ele é deixado à sós com seus devaneios. A Fada Lilás aparece e faz o Príncipe ter uma visão, da adormecida Princesa Aurora. O Príncipe é conquistado pela sua beleza e pergunta à Fada Lilás quem é a bela moça e onde ele pode encontrá-la. A Fada faz parecer que a Princesa está ali mesmo, agitando sua varinha aparecem os espíritos da floresta, e no meio deles está a Princesa. Ela dança com o príncipe no meio dos espíritos, e desaparece com eles. O Príncipe fica realmente ansioso para encontrar Aurora, e a Fada acena para que ele una-se a ela em seu barco de concha, eles navegam juntos o rio, rumo ao reino do rei Florestan


Ato III - O Despertar - No Castelo

O Príncipe Desirée e a Fada Lilás adentram os jardins do castelo, onde todos ainda dormem, até chegarem aos aposentos da Princesa, através de um caminho repleto de enormes teias de aranha. O Príncipe Desirée beija a testa de Aurora, despertando-a e a todo o reino, os arbustos e teias de aranha desaparecem. Desirée pede a mão de Aurora em casamento ao Rei Florestan, que imediatamente consente. 

Ato IV - O Casamento de Aurora


Homenageando o casal, Fada Lilás convoca todos os personagens encantados. O gato de botas e a gata branca,chapeuzinho vermelho e o lobo mau, Cinderela e o príncipe, a Bela e a Fera, o pássaro azul e a princesa encantada, etc. Todos dançam alegremente, comemorando.

Curiosidades
  • Foi o primeiro balé composto por Tchaikovsky que fez sucesso
  • Foi o primeiro balé que o grande empresário Sergei Diaghilev assistiu
  • Rudolph Nureyev fez sua estreia no Ocidente dançando A Bela Adormecida
  • Lucia Chase, fundadora do American Ballet Theater, fez sua estreia profissional em A Bela Adormecida.
  • A apresentação de reabertura do Royal Opera House, Convent Garden em 1946, após o término da Segunda Guerra Mundial, não foi uma ópera, mas sim A Bela Adormecida.
  • Essa foi também a primeira vez que o Sadler’s Wells Ballet se apresentou como Royal Ballet
  • Foi o primeiro balé dançado para lançar o Royal Ballet nos Estados Unidos
  • Foi o primeiro balé assistido por uma criança de 8 anos, chamada Anna Pavlova. Depois dessa apresentação ela decidiu que seria bailarina
  • A primeira vez que George Balanchine apareceu no palco foi como cupido, sentado em uma gaiola de ouro.
  • O primeiro balé assistido por Galina Ulanova foi A Bela Adormecida
  • O grande mestre de balé Enrico Cecchetti dançou como Carabosse, e foi o primeiro pássaro azul, na produção original do Teatro Maryinsky.
  • Carlota Brianza interpretou Carabosse em 1921, na produção de Diaghilev, sendo uma das poucas mulheres a desempenhar esse papel.
  • Apesar da produção do Ballets Russes de Diaghilev ter sido apresentada mais de cem vezes, foi considerada um desastre financeiro para a companhia, agravado pela perda dos preciosos cenários e figurinos de Léon Bakst, infiltrados de umidade no depósito. O fato tirou o balé completo do repertório do Ballets Russes.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Quem foi: Cecília Kerche

Quem é Cecília Kerche?
Dançar é deslizar pelo universo individual do ser humano
capacitando-o chegar ao infinito. (Cecília Kerche)
Cecília Kerche nasceu em 14/10/1960 (51 anos) na cidade de Lins, SP possui o título de Embaixatriz da Dança outorgado pelo Conselho Brasileiro da Dança, órgão vinculado à UNESCO, por reconhecimento às suas atuações internacionais.

Primeira Bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, estudou com Vera Mayer, Halina Bienarcka e Pedro Kraszcuzuk. Dançando junto ao Ballet do Theatro Municipal um vasto repertório de grandes clássicos, bem como obras criadas para esta companhia.

Convidada do English National Ballet, como Sênior Principal, atuou junto a esta Companhia de 1993 a 2000 quando protagonizou Carabosse e A Fada Lilás (papel criado especialmente para ela) na mega produção de “A Bela Adormecida” apresentada no Albert Hall em Londres.

Como bailarina convidada do Ballet Nacional do Chile para a temporada de comemoração dos 40 anos desta companhia, atuou nas produções de: ”La Bayadère”, “O Lago dos Cisnes” e “Giselle”. Australian Ballet contou com sua presença em “Spartacus”, apresentado nos Teatros de Melbourne e Sidney Opera House.

"Não canso de dizer: o ballet é a minha segunda pele".
Artista convidada periodicamente para atuações no Teatro Colón, dançou ainda em todas as companhias oficiais na Argentina, bem como percorrendo todo o país em inúmeras turnês. Bailarina muito apreciada pelo publico cubano, dançou varias vezes no Festival Internacional de Havana inclusive junto ao Ballet Nacional de Cuba.

Cecília estrelou obras assinadas por grandes nomes da dança mundial: Natalia Makarova, Vladmir Vassiliev, Peter Wright, Yelena Pankova, Balanchine, Ronald Hindy, Ben Stevenson, Ivan Nagy, Jean Paul Comelin, Jack Carter, Olga Evreinoff, Brett Rafael, Oscar Araiz, John Cranko, Uwe Schols, Alicia Alonso, Raisa Strushkova e Derek Deane. 

A Rússia é um lugar de destaque em sua carreira internacional, convidada para atuar nas versões integrais de grandes clássicos nas companhias de Odessa, Novosibirsky, Tashkent, Ufá. Em 2005 retorna à Rússia para dançar “O Lago dos Cisnes” em Perm.

Em 2007 recebeu o título de Embaixadora do Rio de Janeiro concedido pela Secretaria de Turismo e UNIVERCIDADE. Nesse mesmo ano esteve nos Estados Unidos, apresentou-se na gala de encerramento do YAGP (youth american gran prix) no City Center, como também no Razzel Dazzel gala de ballet em Connecticut, assim como em Ohio.


Apresentou-se como bailarina convidada do Connecticut Ballet na montagem do ballet “A Bela Adormecida” de Tchaikovsky, durante a turnê de outono 2007 desta companhia. Em de 2008 dançou em Dallas – Texas no Tittas Command Performance of International Ballet.

Junto ao Ballet do Theatro Municipal apresentou-se no Festival de Joinville 2008, na histórica apresentação de “O lago dos Cisnes”. Neste mesmo ano apresentou-se em turnê na Argentina, dançando ainda no Festival de Miami. • Retornou ao Connecticut Ballet para ser a protagonista de Romeu &Julieta, coreografia de Brett Raphael, especialmente criada para ela.

Fonte (http://www.ceciliakerche.com)

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Balé de Repertório

O Quebra-nozes

Conto de natal de Ernst Theodor Amadeus Hoffmann, publicado em 1881, que deu origem ao balé com música de Tchaikovsky e coreografia de Marius Petipa e Lev Ivanov.


O balé conta a história da menina Clara, que ganha de seu padrinho um quebra-nozes em formato de soldadinho e se encanta pelo presente. Ela fica desolada, no entanto, quando seus irmãos o quebram durante uma brincadeira. Seu padrinho a consola e conserta o brinquedo. Ela vai dormir e, a partir daí, a magia toma conta do balé!

Libreto

Ato I - Cena I 

Em uma festa de natal, Clara Stahlbaum, recebe do padrinho, Herr Drosselmeyer, um boneco quebra-nozes, em forma de soldadinho. As crianças passam a festa com a atenção voltada para Drosselmeyer, que mostra mágicas e danças, além de um teatro de fantoches.


Ao terminar a festa, todos vão dormir, mas Clara não consegue parar de pensar em tudo que havia acontecido naquela noite. A menina volta à sala, para ver seu presente e acaba adormecendo. Sonha com um exército de ratos invadindo a sala, e para defende-la, um exercito de soldadinhos de chumbo comandado pelo Quebra-Nozes. O Rei dos Ratos fere o boneco que, desarmado, está prestes a perder a batalha. Nesse momento, Clara atira sua sapatilha no Rato, salvando o Quebra-Nozes. 

Ato I - Cena II

Clara sente a presença de seu padrinho, e magicamente o boneco é transformado em um belo príncipe. Ela é conduzida ao Reino das Neves. 

Valsa do Floco de Neve, o Reino das Neves
Ato II

Logo em seguida, ao chegar no Reino dos Doces, conhece a Fada açucarada, a qual homenageia Clara com uma grande festa.

Valsa das Flores no Reino dos Doces
Danças de diversas regiões são executadas, simbolizando o chocolate, o café, o marzipan, o chá, entre outros. No final a Fada Açucarada e o Príncipe dançam o grande Adágio. A menina começa a ficar sonolenta, retornando a um sono profundo. Quando amanhece Clara é encontrada pelos pais dormindo ao pé da árvore de Natal, abraçada ao quebra-nozes.

Curiosidades

O Quebra-Nozes foi um balé que veio marcar a afirmação da Rússia como o grande centro mundial da dança, ao invés da França. A começar pelo seu coreógrafo, Lev Ivanov, que era russo e discípulo de Marius Petipa. Quando este perdeu seu interesse pela obra, por seu caráter infantil, Ivanov assumiu a coreografia da obra. Foi a segunda composição de Tchaikovsky para balé, e considerada um dos mais perfeitos casamentos entre coreografia e música, pois nenhum dos dois se sobressai em relação ao outro.

Piotr Ilyitch Tchaikovsky 1840-1893