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sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

"Então é Natal..."

Eu estou pensando em você hoje porque é Natal, e eu lhe desejo felicidade.
E amanhã, porque será o dia seguinte ao Natal,
Eu ainda lhe desejarei felicidade.
Eu posso não ser capaz de lhe falar sobre isto diariamente,
Porque posso estar ausente, ou nós podemos estar muito ocupados.
Mas isso não faz diferença
- Meus pensamentos e meus desejos estarão contigo da mesma forma.
Qualquer alegria ou sucesso que você tenha, me fará feliz e me iluminará por todo ano.
Eu desejo à você o Espírito do Natal.
Van Dike



Feliz Natal e um excelente ano novo, que venha 2016!

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

O Natal para os bailarinos!


O Natal para os bailarinos se inicia muito antes que o mês de dezembro. Começa, normalmente, no meio do ano com os ensaios do ballet "O Quebra Nozes', sinalizando que uma data mágica está se aproximando. Mágica não só por as ruas estarem iluminadas, nos fazendo acreditar que horas estamos em terra, horas estamos no céu próximos à uma constelação, mas para muitos por poderem encontrar suas famílias já que eles saem de suas casas em busca de seus sonhos. 

Embora não tenha flocos de neve caindo em nossas cabeças e um coral afinado cantarolando, não deixa de ser uma noite especial, pois afinal um abraço dos pais é tão caloroso quanto um parneio com seu partner em um grande palco com infinitos aplausos ao fundo.

Porém pode ser uma época difícil, uma vez que a mesa está repleta de doces, e comidas com um alto porcentual de gordura e calorias, e até triste para aquelas bailarinas que pretendem começar o ano com um número a menos na balança, mas a felicidade reaparece no momento do "amigo oculto".

Oculto esse, que muitas vezes ao voltar de férias, aquele amigo que torcia por você na coxia, que fechava os colchetes do seu tutu para dar tempo de você terminar o coque, que nos finais de semana esqueciam que eram bailarinas da mesma companhia ou escola, e saiam para distribuir sorrisos, e compartilhar histórias. Amigo esse que no último espetáculo antes das viagens de Natal, deixou uma lágrima cair dos seus olhos e deixou um collant, ou uma malha com você, para que nunca esqueça que por trás de grandes palcos, existem amizades imensas.

A discrição para a entrega do presente sempre é a mesma "O meu amigo oculto faz ballet...”, e o presente é sempre algo relacionado, e por mais que já esteja clichê demais, você iria sentir de ser classificada como magra (o) demais, bailarina (o) e outros adjetivos que te façam lembrar que você escolheu fazer parte do belo.

Não tem melhor presente que poder dançar eternamente, não tem estrela que brilhe mais em cima da árvore que você mesma (o), depois que acreditamos que bonecos quebra-nozes se tornam pessoas, e que há fadas, acreditar em papai Noel é o menos impressionante. Dessa forma, eu acredito e vejo, mas ele é bem diferente de como é retratado, pois não usa roupas vermelhas, e um saco grande nas costas, ele mostra o passo, te corrigi, te ensaia e te presenteia com os melhores momentos e ensinamentos.

O Natal é apenas uma noite, que te faz renascer, assim como o menino Jesus, e dura para sempre na sua memória, e ao invés de contar até oito, você conta até doze para poder abraçar quem ama, e sentir amado.
Por Lucas Splint

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Tenham todos um Feliz Natal!


O dia apenas amanhece...

É Natal...

Que as luzes desse amanhecer se espalhem lentamente sobre seu coração, sobre o seu lar, sobre a Terra inteira...

E que o suave perfume do aniversariante penetre em sua intimidade, discreto, silencioso e aí permaneça para sempre, para que você possa sentir um Feliz Natal.
Fonte: Redação do Momento Espírita

A Cia de Arte Flor de Menina deseja a todos um Feliz Natal... E que em 2013 seja repleto de conquistas e superações!

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Ao Natal...


A Melhor mensagem de Natal é aquela que sai em silêncio de nossos corações e aquece com ternura os corações daqueles que nos acompanham em nossa caminhada pela vida.
Desconheço a autoria

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Retrospectiva 2012 – Fevereiro e Março

Em 2012, a Cia de Arte Flor de Menina superou o número de apresentações e participações em eventos quando comparado com o ano anterior. Em 2011 foi um total de 20 apresentações, neste ano foram 28 continuando a ser a Cia que mais subiu aos palcos camponovenses!

Foram dançadas treze coreografias completas e outros três fragmentos, fragmentos estes que compuseram os espetáculos “O Jardim das Flores Gêmeas” (Teatro) e “A caminho da Eternidade” (performance), num total de 16 coreografias. 

Primeiro dia de aula... 07/02/2012
No dia 07 de fevereiro a Cia retomou as atividades de 2012 e já no dia 26 de março houve a primeira apresentação, foi na abertura da aula magna do IFMT com a pré-apresentação da coreografia "Prólogo do Céu" do espetáculo "À caminho da eternidade".


Sinopse de Prólogo do Céu

Nos recôncavos da vida
Jaz a morte... Germinando!
No silêncio... Floresce!
Como uma flor no escuro
De repente vai se abrir
No meio da vida, a morte
Jaz profundamente viva.
Desconheço a autoria da poesia

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Os quatro elementos

Não importa há quanto tempo nós dançamos, é raro não termos no nosso imaginário um perfil da bailarina ou bailarino que queremos ser. 


Acho bacana reconhecermos esse perfil. Como queremos ser? Quais elementos são mais importantes para nós? Ninguém consegue ser tudo. Se a gente pegar os bailarinos profissionais, veremos que são artistas bem diferentes uns dos outros. De tanto analisá-los, comecei a perceber o que é mais interessante para mim. 

Assim, defini os quatro elementos que me compõe como bailarina aqueles que são meu foco constante no estudo. 

Leveza

Não confundam com leveza física, falo da leveza do movimento. Saltar sem esforço, por exemplo, especialmente nos pequenos saltos. O meu maior medo é parecer um elefantinho pulando e não uma pulga saltando. Para isso, muito plié, relevé, pequenos saltos e baterias. 

Fluidez dos movimentos

Algo que me incomoda bastante é quando a bailarina pensa no passo seguinte. Parece que vemos uma pausa, um movimento, outra pausa, mais um movimento. Gosto quando um termina, o outro começa e sequer notamos, eles vão se ligando ao longo da coreografia. Talvez, a fluidez exista quando o movimento já faz parte do nosso corpo a ponto de não precisarmos pensar em como fazê-lo, a gente simplesmente o faz. Como conseguir isso? Muito treino e repetição nessa vida. 

Limpeza técnica

Meu lema é: antes uma pirueta limpa do que duas malfeitas. Sem limpeza técnica não existe dança de qualidade. Para isso, é preciso buscar o passo na sua essência, entender como ele é feito e como funciona. Talvez por isso eu goste tanto de estudar técnica clássica. E não falo de perfeição, hein?! Mas de fazer bem-feito. Outra coisa importante: não podemos confundir com hiperextensão. Attitude derrière e arabesque a 90 graus são sinônimos de movimentos limpos, por exemplo. Um movimento muito amplo, às vezes, é sujeira na certa. A menos que você seja a Sylvie Guillem, claro. 

Musicalidade

Erre o passo, mas não erre o tempo da música! Talvez seja esse o ponto que menos trabalhamos, mesmo sendo um dos mais importantes. A música na dança tem uma razão de ser. Sim, sei que existe dança contemporânea sem música, mas… Meu corpo não entende isso. Vejo a dança como extensão da música; para mim, elas funcionam juntas. Um exercício que faço é ouvir muita música e imaginar os passos enquanto ouço. Não importa se conheço a coreografia, o exercício consiste em coordenar música e movimento. Depois, é passar da imaginação para a ação.

domingo, 4 de março de 2012

Balé de Repertório

Romeu e Julieta

Os Montecchio e os Capuletto,  duas famílias, na cidade de Verona, nutrem uma grande inimizade entre si e no meio dessa rivalidade nasce um amor entre Romeu e Julieta, sob coreografia de Leonid Lavrovsky e música de Sergei Prokofiev este pode ser considerado o balé mais romântico que já montado. 

Romeu e seus amigos Mercúcio e Benvólio costumam frequentar uma praça, onde sempre arrumam brigas com Teobaldo e seus amigos. Numa dessas brigas, o príncipe presencia tudo e adverte os jovens, para que a rixa entre eles tenha fim. Procurando mais confusões, Mercúcio incentiva Romeu e seus amigos a entrarem em uma festa dos Capuletto usando máscaras, onde, mal sabem eles, começará a maior de todas as brigas. 


Romeu e Julieta se aproximam, e sem saber quem realmente são, se apaixonam. E assim eles descobrem que haviam se apaixonado pelo inimigo de suas famílias. Mesmo sabendo disso, Romeu declara seu amor e os dois prometem não deixar a inimizade de suas famílias destruir esse grande amor. 

Os dois recorrem ao Frei Lourenço, que apesar de adverti-los quanto à desobediência às suas famílias, realiza o casamento, persuadido pelo amor sincero que Romeu e Julieta sentem um pelo outro. Logo após a breve cerimônia Teobaldo aparece na praça e as brigas começam novamente. Romeu tenta acalmá-los e evitar a luta, mas nesse momento Teobaldo fere Mercúcio mortalmente. Romeu parte para cima do primo de Julieta e vinga seu melhor amigo. 

O príncipe fica sabendo da triste consequência das brigas e expulsa Romeu da cidade, dando-lhe o prazo de ir embora até o amanhecer. Julieta fica muito abalada ao saber da morte de seu primo, mas sabendo de toda a história, perdoa Romeu. 


Sua ama permite-lhes terem sua noite de núpcias, escondido dos pais de Julieta, e antes que Romeu vá embora. Ao amanhecer, Romeu foge escondido do quarto de Julieta enquanto a Srª. Capuletto vai ao encontro da filha para anunciar que seu pai já havia escolhido um noivo para ela. Julieta se desespera e procura a ajuda de Frei Lourenço. 

Este, sabendo que a jovem não pode violar os votos do matrimônio, dá a ela uma poção que a fará ficar com aparência de morta durante algum tempo, para que Romeu a encontre em seu túmulo e fuja com ela. Julieta toma a poção e o padre envia um mensageiro a Mantra, onde está Romeu, para avisá-lo de toda a farsa. Pela manhã, quando a ama vai acordar a garota, encontra-a “morta”.


A notícia se espalha, e chega a Romeu antes do mensageiro enviado por Frei Lourenço. Desesperado, ele compra um veneno e vai ao túmulo da amada. Sem perceber que tudo não passava de uma mentira, Romeu toma todo o veneno, caindo morto ao lado dela. Julieta acorda, e, encontrando seu marido morto, toma sua espada e se mata a seu lado. 

Depois de toda a tragédia, as famílias Montecchio e Capuletto se unem na dor e decidem se perdoarem dos antigos ódios e rivalidades


Curiosidades

Romeu e Julieta não é um balé, mas sim vários, pois o romance de Shakespeare inspirou mais de cinquenta produções. As primeiras foram encenadas desde 1785, mas a versão mais conhecida atualmente foi produzida em 1940, quase dois séculos depois. Também muitas músicas foram compostas para representar essa tragédia, e entre elas, versões de compositores famosos como Tchaikovsky e Berlioz também são conhecidas.

A versão estreada em 1940, com a música de Prokofiev, foi a que mais se popularizou na dança, tendo características singulares. À título de curiosidade, o roteiro para essa versão pretendia mudar a obra de Shakespeare, de modo que os amantes não morressem no final, mas a mudança não foi bem aceita, sendo abandonada. Também é marcante nessa obra a grande atenção com personagens secundários, como Mercúcio, que tem um tema próprio de quase trinta minutos, tornando-se um papel disputado pelos melhores bailarinos do mundo.

sábado, 3 de março de 2012

A morte do Cisne


Um breve relato:

A Morte do Cisne é um solo de balé clássico curto e baseado no 13º movimento de "O Cisne" da suíte "O Carnaval dos Animais" do compositor francês Camille Saint-Saëns composto em 1886. O balé foi criado pelo coreógrafo e bailarino russo Mikhail Fokine, a pedido da bailarina, também russa, Anna Pavlova, e foi estreado em 1905. 

À propósito: Anna Pavlova dançou a Morte do Cisne cerca de 4000 vezes! Nele, a bailarina sugere a agonia trágica de um cisne ferido que se debate até a morte.

Eis a coreografia:


Agora por John Lennon da Silva


Ambas as versões são simplesmente magníficas!

Quem foi: Anna Pavlova

Anna Matveievna Pavlova foi uma bailarina russa nascida em São Petersburgo no dia 31 de janeiro de 1881 e falecida em Haia, em 23 de janeiro de 1931. De talento e carisma excepcionais, fascinou o mundo da dança no fim do século XIX e na primeira metade do século XX. Seu extraordinário talento e suas interpretações extremamente pessoais deram um novo sentido ao balé clássico. Também era conhecida como Anna Pavlovna Pavlova.

"Deus dá o talento, mas é o trabalho que transforma o talento em gênio"
(Anna Pavlova)
Nascida de mãe solteira, no seio de uma família de camponeses pobres, não gostava de falar de seu pai, afirmando que ele morreu quando tinha dois anos de idade. Os historiadores afirmam que ele era um soldado judeu quando do seu nascimento e mais tarde um comerciante. Aos oito anos, como presente de aniversário, sua mãe a leva para assistir ao espetáculo de balé:"A Bela Adormecida" no teatro Mariinsky. Emocionou-se tanto, que decidiu a partir daquele dia se dedicar à dança.

Após ser admitida no corpo de balé do "Balé Imperial Russo" de São Petersburgo, passa a galgar posições de destaque nos espetáculos do teatro Mariinsky muito rapidamente. Expressiva e carismática, conquistava grande legião de admiradores a cada espetáculo. Seu físico delicado e gracioso era bem apropriado para os papéis românticos dos balés, e isso foi percebido pelos coreógrafos. Seu primeiro sucesso e que passou a ser sua marca registrada, é o solo de "A Morte do Cisne", apresentada em 1905, no teatro Mariinsky, com música de Cammille Saint-Säens e coreografia de Mikhail Fokine . Também é sucesso em "Giselle" com música de Adolphe Adam e coreografia de Marius Petipa, apresentada em 1906 no mesmo teatro.

"Embora alguém possa falhar em encontrar a felicidade na vida teatral,
ninguém desiste depois de já ter uma vez provado de seus frutos."
No dia 6 de janeiro de 1908, realiza o seu sonho de infância e dança no teatro Mariinsky, no papel de Princesa Aurora, o balé A Bela Adormecida pela primeira vez. Em 1911, apresentou-se pela última vez no Ballets Russes, desta vez em uma temporada em Londres. Mais uma vez teve como parceiro Vaslav Nijinky. Após esta temporada ela nunca mais dançaria com ele.

No dia 24 de fevereiro de 1913, ela apresentou-se pela última vez no teatro Mariinsky, no balé La Bayadere. A partir de 1913, rompeu seu vínculo com o Imperial Ballet de São Petersburgo, e passou a excursionar pelo mundo com companhia própria até a sua morte em 1931. Em suas vindas ao Brasil, ela apresentou-se nestes grandes teatros: Teatro Municipal do Rio de Janeiro, Teatro Municipal de São Paulo e Theatro da Paz (Belém, Pará).

"Toque o último compasso bem suave."
(Suas últimas palavras)
O seu repertório era clássico, convencional, mas gostava de incluir números de danças étnicas. Os seus excertos e adaptações dos balés clássicos encantavam as plateias para quem se apresentava. Anna Pavlova, por meio de suas turnês ao redor do mundo, e também por sua figura carismática e singular, tornou o balé popular por onde passava, sendo responsável por inúmeras novas bailarinas; moças que após a verem dançar se decidiam a também fazê-lo.

Durante sua carreira, Anna Pavlova viajou cerca de quinhentas mil milhas, dançando em 3.650 espetáculos e participando de mais de dois mil ensaios.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Balé de Repertório

A Bela Adormecida

A arte tradicionalmente revela um pouco do que se passa em determinado lugar, em dada época, os acontecimentos que estão marcando a sociedade e seus anseios, A Bela Adormecida não é exceção. No final do século XIX, a Rússia experimentava ser não apenas o maior país, em termos populacionais da Europa, mas também o maior país no que se referia à dança, era o país da dança. Para marcar todo esse sucesso, o auge em que a Rússia se encontrava, era necessária a criação de um espetáculo nada menos que perfeito, que enchesse os olhos de qualquer um que o visse. Não apenas por suas proezas técnicas, mas por sua riqueza em todos os diversos aspectos, como figurinos, cenários, coreografias, músicas, etc

Era com esse intento que, então, surgia o balé A Bela Adormecida, demonstrando toda a opulência da capital mundial da dança. Para tanto, foi necessário que houvesse uma perfeita integração entre todos os envolvidos na produção. Alexandrovich Vsevolojsky foi o responsável por essa coordenação, agiu juntamente com Tchaikovsky e Marius Petipa, trabalhando para a adaptação do tema e do libreto.
Tchaikovsky vinha, dessa vez, com um desafio a ser vencido, depois de seu primeiro trabalho para um balé – O Lago dos Cisnes – ter fracassado na primeira produção, era essencial que neste novo espetáculo não ocorressem falhas.


Marius Petipa, com sua noção perfeita da sequência de dança, detalhava o máximo possível seus pedidos à Tchaikovsky, especificando quantos pontos seriam trabalhados, quantos compassos eram necessários para cada cena, o estilo, o tempo, os instrumentos a serem utilizados, etc. Apesar de todas essas especificações feitas por Petipa, não havia uma “ditadura” quanto à isso, mas um trabalho feito constantemente em conjunto, adequando-se as duas partes. Daí tamanha perfeição da produção, que nos dias atuais é tão admirada, servindo como grande exemplo de organização e plena integração da equipe.

Os maiores responsáveis encontraram ali seu auge. Tchaikovsky encontrou estrondoso sucesso com sua música, apagando de vez o fracasso da primeira versão de O Lago dos Cisnes. Petipa não poderia ter criado coreografias mais brilhantes, as quais foram obtidas através da renúncia de parte da dramaticidade, dessa maneira surgem coreografias que falam por si só, como os Pas de Deux de Aurora e o Príncipe e o do Pássaro Azul. Além disso haviam as belíssimas variações, das fadas, a de safira, diamante, etc.


Especial beleza foi dada à Fada Lilás, não só por ser uma das personagens principais, mas impossível seria deixar de considerar o fato de que esta seria interpretada pela filha de Petipa, Marie Mariusovna Petipa, apresentando incrível riqueza técnica.

Além de toda a integração que deu vida próspera e bem sucedida à produção, as maiores estrelas da época interpretaram os principais papéis, o que seria uma maneira de marcar o balé A Bela Adormecida para sempre, foi também uma honra para aqueles bailarinos que ali participaram. A Bela Adormecida era tudo o que a sociedade da época esperava ter, um conto de fadas, com muita riqueza, longe das guerras, onde a magia transforma o mal no bem, onde o bem sempre vence, talvez não fosse apenas o que a sociedade daquela época quisesse e, não só por isso, ainda hoje é um dos balés mais apreciados no mundo.

Libreto

Prólogo - O Batizado - Em um grande salão do Palácio do Rei Florestan XIV 

Em um reino distante, todos os preparativos estão prontos para festejar o batizado da princesa Aurora. Chegam convidados de todo o reino, trazendo presentes para a pequena princesa. Cattalabutte, o mestre de cerimônias, certifica-se de que a lista de convidados está correta e conduz os convidados aos seus lugares. O Rei e a Rainha são os últimos a entrar, recebendo os cumprimentos de seus convidados. As seis fadas madrinhas de Aurora chegam, trazendo consigo peculiares presentes, bençãos, dando à princesa diferentes qulidades. Mas antes que o presente mais poderoso fosse entregue, o da Fada Lilás, uma enorme nuvem negra e um forte estrondo de trovão quebra a paz daquela festividade. Soldados aterrorizados entram e anunciam a chegada da fada mais poderosa de todo o reino, a fada do mal, Carabosse, que vem em sua carruagem seguida por ratos sem ter sido convidada.


A fada do mal anuncia seu presente à Aurora, a princesa crescerá bela, graciosa, saudável, mas ao completar 15 anos furará seu dedo e morrerá. A Corte fica horrorizada, a rainha implora pela vida de sua filha, mas Carabosse é irredutível. Ela está prestes a ir embora, quando a Fada Lilás bloqueia seu caminho, e anuncia então a benção que ainda não havia sido dada à princesa. Diz que não poderá impedir o feitiço lançado pela poderosa Carabosse, mas irá amenizá-lo, ao furar o dedo Aurora não morrerá, mas dormirá por muito tempo, até que um nobre e belo rapaz se apaixonará por ela, e com um beijo em sua testa a acordará. Carabosse, enfurecida, tenta fazer uma apelo às outras fadas, que a repelem. Ela retorna à sua carruagem e vai embora em uma nuvem de ira. O Rei, a Rainha, e toda a Corte se reunem em volta ao berço, jurando proteger a pequena princesa de todo o mal.
  
Ato I - O Feitiço - Quinze anos depois, no jardim do Castelo

É o aniversário de Aurora e os preparativos estão todos prontos. A Corte inteira aguarda ansiosa a vinda da Princesa para saudar seus pais e os convidados. Quatro príncipes, vindos de diferentes países para homenagear e cortejar a princesa dançam com ela, que encanta a cada um deles com sua beleza e com sua dança. A celebração prossegue, até que uma misteriosa figura envolta em um manto preto aparece, oferecendo um presente à princesa. É uma agulha, e a princesa nunca tinha visto nada como isso antes, pois objetos pontiagudos haviam sido proibidos por um decreto de seu pai. Fascinada, ela começa a brincar com a agulha, sem saber do risco que corre. Antes que alguém consiga pará-la, ela pica seu dedo e imediatamente começa a sentir os efeitos do feitiço. Ela dança atordoada até desmaiar. A figura que deu a agulha à princesa tira seu manto e revela ser Carabosse. A velha mulher ri da angústia de todos; os príncipes empunham suas espadas e a procuram, mas ela rapidamente desaparece, em meio à fumaça e fogo.


Após o desaparecimento de Carabosse, Fada Lilás aparece, assegurando ao Rei e à Rainha que Aurora não morreu, está apenas em um sono profundo. Chega o momento de concretizar o feitiço prometido no batizado da princesa, Fada Lilás, voltando-se para a população, que se encontrava no jardim, agita sua varinha, e o feitiço começa. O reino inteiro cai em sono profundo, com grandes arbustos e folhas encobrindo a todo o Castelo e seus jardins, protegendo a população dos olhos dos curiosos e dos malfeitores.

Ato II - A visão - Um reino distante, a floresta - Cem anos depois

Uma caçada chega a uma clareira na floresta, liderada pelo Príncipe Desirée. Nenhuma das diversões de seus amigos nobres ou dos amigáveis aldeões consegue dissipar sua tristeza, ele é deixado à sós com seus devaneios. A Fada Lilás aparece e faz o Príncipe ter uma visão, da adormecida Princesa Aurora. O Príncipe é conquistado pela sua beleza e pergunta à Fada Lilás quem é a bela moça e onde ele pode encontrá-la. A Fada faz parecer que a Princesa está ali mesmo, agitando sua varinha aparecem os espíritos da floresta, e no meio deles está a Princesa. Ela dança com o príncipe no meio dos espíritos, e desaparece com eles. O Príncipe fica realmente ansioso para encontrar Aurora, e a Fada acena para que ele una-se a ela em seu barco de concha, eles navegam juntos o rio, rumo ao reino do rei Florestan


Ato III - O Despertar - No Castelo

O Príncipe Desirée e a Fada Lilás adentram os jardins do castelo, onde todos ainda dormem, até chegarem aos aposentos da Princesa, através de um caminho repleto de enormes teias de aranha. O Príncipe Desirée beija a testa de Aurora, despertando-a e a todo o reino, os arbustos e teias de aranha desaparecem. Desirée pede a mão de Aurora em casamento ao Rei Florestan, que imediatamente consente. 

Ato IV - O Casamento de Aurora


Homenageando o casal, Fada Lilás convoca todos os personagens encantados. O gato de botas e a gata branca,chapeuzinho vermelho e o lobo mau, Cinderela e o príncipe, a Bela e a Fera, o pássaro azul e a princesa encantada, etc. Todos dançam alegremente, comemorando.

Curiosidades
  • Foi o primeiro balé composto por Tchaikovsky que fez sucesso
  • Foi o primeiro balé que o grande empresário Sergei Diaghilev assistiu
  • Rudolph Nureyev fez sua estreia no Ocidente dançando A Bela Adormecida
  • Lucia Chase, fundadora do American Ballet Theater, fez sua estreia profissional em A Bela Adormecida.
  • A apresentação de reabertura do Royal Opera House, Convent Garden em 1946, após o término da Segunda Guerra Mundial, não foi uma ópera, mas sim A Bela Adormecida.
  • Essa foi também a primeira vez que o Sadler’s Wells Ballet se apresentou como Royal Ballet
  • Foi o primeiro balé dançado para lançar o Royal Ballet nos Estados Unidos
  • Foi o primeiro balé assistido por uma criança de 8 anos, chamada Anna Pavlova. Depois dessa apresentação ela decidiu que seria bailarina
  • A primeira vez que George Balanchine apareceu no palco foi como cupido, sentado em uma gaiola de ouro.
  • O primeiro balé assistido por Galina Ulanova foi A Bela Adormecida
  • O grande mestre de balé Enrico Cecchetti dançou como Carabosse, e foi o primeiro pássaro azul, na produção original do Teatro Maryinsky.
  • Carlota Brianza interpretou Carabosse em 1921, na produção de Diaghilev, sendo uma das poucas mulheres a desempenhar esse papel.
  • Apesar da produção do Ballets Russes de Diaghilev ter sido apresentada mais de cem vezes, foi considerada um desastre financeiro para a companhia, agravado pela perda dos preciosos cenários e figurinos de Léon Bakst, infiltrados de umidade no depósito. O fato tirou o balé completo do repertório do Ballets Russes.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Volta às aulas com o Flor de Menina

Reinicia hoje as aulas de balé da Cia de Arte Flor de Menina.

Noite Mágica
Ah... O balé! Pode significar para muitas pessoas rotina, dureza, dificuldades, para nós do Flor de Menina significa liberdade, alegria de viver, sonhos alcançados!

No balé também há a busca pela perfeição... Procure-a, mas com cautela e cuidados, não faça tudo de uma vez, podes se machucar.

Sétimo Céu
Sonhos alcançados, o resultado de muita dedicação. Nunca nos esqueceremos da nossa primeira coreografia, momentos como este nunca saem da memória.

É nesse espírito que Cia de Arte Flor de Menina retorna às aulas no dia 07/02. Rostinhos velhos e novos, mas com os mesmos sonhos, as mesmas dedicações, as mesmas descobertas...

Que venham as apresentações, noites culturais, eventos, festivais...

Quinto Céu

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Quem foi: Mikhail Baryshnikov

Quem é Mikhail Baryshnikov? 

Baryshnikov, Nijinsky e Nureyev constituem o trio
dos maiores bailarinos de todos os tempos
Mikhail Nikolaévich Baryshnikov nasceu em Riga, na Letônia, em 27 de janeiro de 1948, ou seja, hoje está com 63 anos. Filho de pai mecânico e mãe costureira, ele iniciou suas aulas de balé somente aos 12 anos, considerado tarde por alguns. Mas isso não foi obstáculo para o talento de Baryshnikov, que três anos depois foi aceito pelo balé de Leningrado e aos 18 fez sua estreia profissional com o famoso Ballet Kirov, dançando Giselle, sendo considerado pelo crítico Clive Barnes "o mais perfeito bailarino que alguma vez vi".

Baryshnikov em Giselle
Em 1974, foi se apresentar no Canadá e decidiu pedir asilo político naquele país, no que foi atendido. Seguiu para os Estados Unidos e num curto tempo se tornou o principal bailarino do “American Ballet Theatre” já de 1978 a 1980. 

Baryshnikov foi a estrela do “New York City Ballet”. Atualmente dirige e ainda se apresenta com a Companhia de Dança que leva seu nome. Além de bailarino ele é ator, tendo estrelado o filme “O Sol da Meia Noite” (White Nights, de 1985) ao lado do dançarino e ator americano, Gregory Hines. 

Baryshnikov como Peter Pan ao lado de Gisele Binchen como Wendy
e Tina Fay como Tinker Bell
Baryshnikov já dançou repetidas vezes os grandes clássicos do balé de repertório como “A Bela Adormecida”, “Hamlet Conotations”, “Giselle”, “Balanchine” e “Don Quixote”.

Curiosidades
  • O apelido de Mikhail Baryshnikov é Misha 
  • Seu nome em russo é Михаил Николаевич Барышников 
  • Suas habilidades impressionaram o público, e seus saltos atigiam 3 metros de altura 
  • Misha era um bailarino baixo, sua altura era 1,68 metros. 
  • Transformou-se em um sex symbol no começo da carreira
  • Revolucionou o balé clássico devido à sua técnica de saltos e aos passos que fazia ainda no ar. 
  • Sua mãe suicidou-se logo assim que começou sua carreira no balé. 
  • É considerado o melhor bailarino do mundo. 
  • Em 1998 surpreendeu o público com um espetáculo de criações contemporâneas. Segundo as suas próprias declarações: "O balé clássico é para jovens. O que mais me fascina na dança contemporânea é a possibilidade de interpretar a nossa própria idade".

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Balé de Repertório

Giselle

Balé romântico em dois atos. O poeta Théophile Gautier, juntamente com o dramaturgo Jules-Henri Vernoy de Saint-Georges, baseado na obra De l'Allemagne (1835), de Heinrich Heine, criou o libreto do balé Giselle, em homenagem à sua amada, a bailarina Carlotta Grisi. O libreto foi pautado em um primeiro ato realista, que retrata as desigualdades sociais e o amor impossível de um nobre e uma camponesa, já no segundo ato há um contraste, trata-se de uma fantasia, um cemitério, em meio a uma floresta, repleto de seres etéreos, sobrenaturais, as Willis.

Willis do balé Giselle
Tal contraste em grande parte foi contribuição de Vernoy, que escolheu pela morte de Giselle no primeiro ato para que a transição pudesse ocorrer. A música ficou sob responsabilidade de Adolph Adam, ficando pronta por completo em apenas 3 semanas, para tanto Adam utilizou-se de trechos do balé Le Pirate, também composto por ele, um ano antes, tal prática era muito comum no passado, o que não prejudicou a partitura de Giselle.

Quanto à coreografia, esta ficou à encargo de Jean Coralli, tendo Jules Perrot, marido de Grisi, como mero colaborador, mas sem que ganhasse nenhum crédito por isso. No entanto, grande parte deste balé foi coreografado por Perrot, principalmente os solos de Giselle, a cena da loucura, bem como a dança de Hilarion e as Wilis. Somente anos mais tarde, já no século XX, por intervenção de Serge Lifar, a Ópera de Paris incluiu o nome de Perrot como co-autor da coreografia. O pas de deux Peasant foi inserido no balé Giselle no último minuto, para Nathalie Fitzjames, em favor a uma influente patrocinadora, Mlle. Fitzjames, tendo sido dançado com Auguste Mabille.


O balé foi um absoluto sucesso em sua estreia, aclamado pela crítica e pelo público, principalmente por apresentar todo o Corpo de Baile dançando com sapatilhas de ponta. Após sua estreia em 1841, uma série de modificações corográficas foram feitas, primeiramente pelo próprio Julles Perrot e em seguida por Arthur Saint-Leon, no entanto a mais relevante foi a de Marius Petipa em 1887, tornando-se a versão mais conhecida desde então.

Libreto

Ato I 

A bela Giselle vivia nos campos da Alsácia, França. No período da colheita da uva as festas atraíam os nobres para a região. O Duque Albrecht, ao ver Giselle dançar, encanta-se com a moça e decide separar-se do grupo de nobres, juntamente com um amigo seu, para fazer-se passar por camponês e tentar uma aproximação. Giselle apaixona-se por Albrecht, acreditando que este fosse um lenhador chamado Loys, sem saber que ele é noivo da princesa Bathilde.


Porém Hilarion, amigo de Giselle desde a infância e pretendente de seu amor, tenta mostrar à moça a verdadeira identidade de Loys, no entanto ela prefere acreditar na sinceridade de seu amado. Um grande grupo de nobres chega ao lugar, dentre eles o Duque de Courland e sua filha Bathilde. Todos comem, bebem e enquanto isso Bathilde conversa animadamente com Giselle, como agradecimento aos momentos agradáveis a princesa dá à Giselle um colar de ouro.


Os nobres pedem para descansar na casa de Giselle antes de continuarem seu passeio. Enquanto isso Hilarion planeja a melhor forma de desmascarar Albrecht, decide então entrar na cabana onde o rapaz diz morar, ao chegar lá encontra a espada e as roupas de nobre. Giselle naquele momento está muito feliz, pois acaba de ser coroada Rainha da Vindima de sua aldeia, quando Hilarion mostra-lhe a espada e as roupas ainda assim ela reluta em acreditar, mas o rapaz chama todos os nobres para fora e Bathilde logo confirma seu noivado com o Duque Albrecht. A camponesa começa a dançar desesperadamente, enlouquece com a desilusão e acaba morrendo. 

Ato II


Hilarion observa o tumulo de Giselle, soa meia-noite, o momento da materialização das Willis. As Willis são espíritos de moças que foram enganadas por seus noivos e morreram antes do casamento. Como vingança elas fazem dançar até a morte os homens que encontram na floresta. Myrtha, é a Rainha das Willis, e naquele momento iniciaria Giselle em seus ritos. Hilarion é perseguido pelas almas até sua morte. Quando Albrecht leva lírios até o túmulo, Giselle aparece, mas Myrtha já havia condenado o rapaz a dançar até a morte. Giselle, ainda apaixonada, consegue poupar a vida de seu amado protegendo-o com a cruz de seu túmulo, amparando-o na dança, até a aurora, momento em que as Willis se desmaterializam.

Curiosidades

O uso das sapatilhas de ponta por todo o corpo de baile no 2° ato deste ballet foi uma forte característica, que contribuiu para sua eternização, já que até então somente as bailarinas principais usavam-nas;

Existia um triângulo amoroso à época da primeira produção de Giselle, o libretista Théophile Gautier e a bailarina Carlotta Grisi, para quem foi criado esse ballet, tiveram um affair, mesmo sendo ela casada com o coreógrafo Julles Perrot;

O nome original do personagem Albrecht era Albert, tendo sido modificado somente após a era romântica;

Originalmente o ballet Giselle tinha 45 minutos de mímica e 60 minutos de dança, o que foi drasticamente alterado em versões posteriores, inclusive nas de hoje em dia;

O solo do 1° Ato em que Giselle faz pequenos saltos na ponta eram impossíveis de ser realizados na primeira produção deste ballet, devido à fragilidade das sapatilhas, que não davam suporte para tanto. Tal coreografia foi inserida somente no início do século XX.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Cia. Jovem da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil

Em 2012 a Cia. Jovem da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil terá caras novas. 12 bailarinos, recém-formados na 4ª turma da instituição integram a companhia.

Escola do Teatro Bolshoi
no Brasil
Os novos contratados são:

Amanda Moraes Gomes, André Luis Manes, Bruno Pinheiro Fortunato, Daniela Monte Carvalho, Dewley Henrique Rodrigues, Luzemberg Emmanuel Medeiros de Santana, Marcos Vinícius da Silva, Naiara Silva de Matos, Lucas Axel da Silva, Rafaela Maria Ernandes Morel, Thais Diogenes da Silva e Vinicius Vieira Veiga.

Eles começam a trabalhar em fevereiro de 2012. O contrato segue as leis trabalhistas vigentes e as normas do sindicato dos artistas de Santa Catarina.

Esses jovens foram selecionados devido ao seu brilhante desempenho durante as aulas, apresentações e atividades da instituição.