segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Balé Clássico supera natação
Marcadores:
arte,
ballet classico,
campo novo do parecis,
cia de arte flor de menina,
curiosidades,
dança,
dicas,
natação,
notícia,
pesquisas,
saúde
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Posse do Conselho de Política Cultural ocorre hoje
O Conselho Municipal de Política Cultural convida a comunidade em geral, especialmente a classe artística, para reunião ordinária hoje, quarta-feira, 23 de janeiro, às 19h, no Plenário da Câmara Municipal de Vereadores.
Constam da pauta, os seguintes assuntos:
- Posse dos novos conselheiros - gestão 2013/2014;
- Eleição da Mesa Diretora e Comissões Temáticas;
- Informações sobre o PROAC 2013 – Programa de Apoio a Cultura.
Marcadores:
campo novo do parecis,
cia de arte flor de menina,
conselho de cultura,
ninho do sol,
política cultural,
proac,
Secretaria de Estado de Cultura,
secultur,
teatro ogan
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Quando a vaidade rimou com crueldade
![]() |
| Cena do filme "Cisne Negro" de Darren Aronofsky |
No dia 17 de janeiro, Sergei Filin, diretor artístico do Bolshoi Ballet, foi ferido com ácido no rosto e nos olhos. Segundo o boletim médico, ele não corre o risco de perder a visão e sua recuperação demorará, pelo menos, seis meses.
Sei que tudo isso vocês já sabem. Li a respeito logo depois do acontecido, porque os blogs internacionais divulgaram a informação pouco tempo depois. Quando os portais brasileiros começaram a noticiar o assunto, várias pessoas o comentaram comigo. Parece que o tempo todo, alguém me dizia implicitamente: “Você não vai falar sobre isso?”.
Hoje, o jornal Folha de S.Paulo publicou um depoimento da Mariana Gomes, bailarina brasileira que faz parte do Bolshoi Ballet. É bem triste, chega a angustiar. O texto completo pode ser lido aqui. Depois que o li, duas pessoas mandaram o link para mim. Percebi que era melhor falar sobre o assunto.
Quando “Black Swan” estreou, quem se lembra das mil críticas ao filme? O mundo do ballet ficou em polvorosa. Nem precisa ir muito longe, aqui no blog mesmo há dezenas de comentários. Porque era um absurdo, porque nada era daquele jeito, porque aquilo era um desrespeito ao ballet clássico, porque Darren Aronofsky denegriu a nossa imagem.
A realidade superou a ficção. Cadê as críticas sobre tamanho absurdo? Cadê todo mundo falando que as coisas não são desse jeito? Um diretor está com queimaduras de terceiro grau em seu rosto e seus olhos, provavelmente, por disputas dentro de uma companhia de ballet. Será que alguém realmente percebeu a gravidade da situação?
Não podemos nos iludir. Isso não foi algo da Rússia, de Moscou, do Bolshoi. Essa ambição desmedida que dá voz à crueldade está à espreita em todos os cantos. A diferença é que alguém foi covarde o suficiente para partir da ideia à ação. Mas em pensamento, muito ácido já foi jogado uns nos outros. No ballet, meio mundo está corroído por dentro. Mas antes, ninguém poderia abrir a boca sobre isso, falar era o suficiente para ser julgado. Agora, a ferida está exposta.
Acho que existe um problema no centro da questão. Estamos falando de artistas que dedicam a sua vida inteira, desde a infância, por um propósito que ninguém sabe se será realizado. Poucos fazem parte de companhias. Raros chegam ao posto de primeiros-bailarinos. O restante, vai deixando seus sonhos pelo caminho. Justifica? Claro que não. Mas o ballet clássico funciona dentro de um sistema que estimula o pior das pessoas. Eu disse o sistema, não o ballet clássico. A dança é o que é. O que as pessoas fazem disso é o ponto-chave.
E o que aconteceu não é exclusividade da dança, existe em praticamente todas as áreas. No mundo, o que vale é a vaidade. A realização a qualquer preço. O topo da pirâmide. E aí, vamos continuar vivendo assim? Enquanto isso for estimulado, nada vai mudar.
No ballet, a vaidade é vista como um mérito. Não é. A ambição desmedida é vista como necessária. Não é. A competição é tida como imprescindível. Não é. Ou todos acordamos, ou é daqui para pior.
De tudo isso, o mais importante é a recuperação do Sergei Filin. Gostaria, sinceramente, que o seu retorno fosse no palco. Seria lindo vê-lo dançar totalmente recuperado. Seria uma prova de que a arte é maior. De que o amor pelo palco e pelas pessoas é maior. De que todos nós somos maiores do que tudo isso.
Tenho cá para mim que, um dia, tudo vai mudar.
Por Cássia Pires via Dos passos da bailarina
Marcadores:
ballet classico,
bolshoi,
campo novo do parecis,
cia de arte flor de menina,
cisne negro,
dança,
dos passos da bailarina,
sergei filin,
violência
Após ataque a diretor, ensaios do Bolshoi têm pavor e choro, diz bailarina brasileira
"Vidro na sapatilha, tirar colchete de vestido antes do espetáculo, agulha no arranjo de cabelo, tudo isso eu sei que acontece, mesmo parecendo exagero", diz a bailarina brasileira Mariana Gomes, 24. "Já vi muita coisa e já perdoei muitos casos deste tipo, mas, dessa vez, não", afirma, sobre o ataque contra o diretor artístico do Balé Bolshoi, Sergei Filin, 42, atingido por ácido sulfúrico na quinta (17).
Em depoimento à Folha, a bailarina fala sobre a rivalidade que culminou com a agressão e sobre o clima nos ensaios do grupo. "Temos pavor de pensar que pessoas como essas podem estar no nosso camarim, podem estar dançando valsa comigo em algum ato de algum balé."
Atacado em frente ao prédio onde mora, no centro de Moscou, Filin sofreu queimaduras de terceiro grau no rosto e na córnea, mas os médicos afirmaram que o ex-bailarino não corre risco de perder a visão.
![]() |
| Sergei Filin, antes (esq.) e depois do ataque com ácido em seu rosto |
"Teatro é um meio cruel, onde nossa carreira é curta, bailarinos são muitos, sonhos maiores ainda e o pior, ambição. Todos amam o que fazem, às vezes nos cansa, irrita, muita força, trabalho, suor e energia gastos e o retorno nem sempre corresponde ao esperado. Já vi bailarinos que se drogam, se alcoolizam, existem casos até que foram parar em manicômios durante turnês. Tudo isso acontece, e entendo bem o porquê estando neste meio. Já vi bailarino andando na rua de tarde, na hora do almoço, e cumprimentando pessoas na rua como se estivesse representando no palco o papel do dia de gladiador. Já vi muita coisa e já perdoei muitos casos deste tipo, mas, dessa vez, não. Não entra na minha cabeça tamanha ambição. Esse exagero é o reflexo do que vem acontecendo com os artistas ali dentro, é o auge, o que faz todo mundo pensar no que está acontecendo. Uma tragédia: Sergei nos últimos dias não enxerga e reage somente a luz, claro e escuro --foi a última notícia que tive dele.
Frequentamos igrejas, acendemos velas, os ensaios começaram com mensagens e choro. Temos pavor de pensar que pessoas como essas podem estar no nosso camarim, podem estar dançando valsa comigo em algum ato de algum balé. Quando cheguei ao teatro Bolshoi, sete anos atrás, Sergei Filin ainda era primeiro bailarino. Lembro quando dancei o balé 'Cinderella' e ele descia a escada do segundo ato no baile sentado no corrimão, escorregando, e a platéia gritava: oooooh! Realmente, técnica, beleza, carisma de causar espanto e, obviamente, inveja.
Anos depois, ele foi diretor do Teatro Stanislavski, segundo maior teatro de Moscou, e chegou como diretor do Bolshoi no auge, com a reabertura do palco histórico, em outubro de 2011. Cargo muito concorrido, antes ocupado por Yuri Burlaka e Alexei Ratmanski. Mas nenhum desses diretores sofreu tal pressão de artistas, imprensa e público. Sergei chegou no momento em que o teatro explodiu, com transmissão on-line e em cinemas, abertura do palco, grandes turnês e muito sucesso.
No meu primeiro ano de Bolshoi, ainda sem falar muitas palavras em russo, lembro que recebi comunicado do teatro de que eu deveria pagar taxa equivalente a US$ 200 para me registrar na cidade legalmente. Eu, estagiária na época, sem salário, chorava no restaurante do teatro sozinha, quando Sergei, aquele primeiro bailarino, príncipe, chegou até mim e perguntou o que havia acontecido. Pela primeira vez alguém tinha tentado falar inglês comigo. Eu contei a situação e ele me disse que resolveria. No dia seguinte, fui chamada ao caixa do Bolshoi, recebi o valor e assinei um recibo de 'ajuda de custo'. Nunca esqueci isso. Depois de anos de trabalho, ao saber que este Sergei Filin seria nosso diretor, fiquei realmente contente. Mesmo sabendo que ele não se lembra dessa história.
Só o que posso fazer é rezar por ele e pelos artistas que amam sua profissão e realmente estão perdendo a noção dos valores da vida. Rezo por essas pessoas que vêm transformando sonhos em pesadelos. Rezo para que esse templo Bolshoi continue sendo um ambiente de paz antes da concorrência, de arte antes do crime. E, com esses sentimentos no coração e lágrimas nos olhos, os espetáculos continuam e nunca vão parar, pois o dever do artista é acalmar e encantar o público, mesmo que por dentro do sorriso esteja mergulhado em dores, dúvidas e medos."
Fonte: Folha de S. Paulo
Marcadores:
arte,
ballet,
ballet classico,
bolshoi,
campo novo do parecis,
cia de arte flor de menina,
dança,
escândalo,
escola,
folha de são paulo,
notícia
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Acabaram as férias!
Toda bailarina sabe que é muito difícil tirar férias, primeiro porque quando se ama tanto alguma coisa é difícil ficar nem que seja um mês longe dela e segundo porque você sente em um dia as dores de um mês inteiro, mas quem ama a dança não liga para a dor.
Hoje, segunda-feira (21) a Cia de Arte Flor de Menina voltará às aulas depois de pouco mais de um mês de férias.
| Cia de Arte Flor de Menina em "Primeiro Céu - Um lugar entre as estrelas" |
Mas verdade seja dita - elas mereceram esse período de descanso, tivemos a agenda lotada o ano passado e esse ano não será diferente, pois começamos de imediato com a cabeça voltada para o processo seletivo do Festival de Dança de Joinville cujo o festival acontece entre os dias 17 a 27 de julho, além do festivais que estamos habituados a participar.
Então, mãos à obra que o ano só está começando!
Marcadores:
arte,
ballet classico,
campo novo do parecis,
cia de arte flor de menina,
cultura,
férias,
festival de dança,
joinville,
mato grosso,
ponto de cultura ninho do sol
domingo, 20 de janeiro de 2013
Um bilhão que se ergue
O "Um bilhão que se ergue" (One billion rising) é um protesto global para acabar com a violência contra mulheres e meninas. Terá sua 1ª edição em São Paulo num sábado, dia 16 de fevereiro de 2013 no Museu de Arte de São Paulo (MASP) das 14h às 18h.
A data oficial costuma ser o dia 14, mas foi mudada devido a atividades realizadas durante a semana como trabalho, escola, entre outros que impossibilitavam alguns de comparecer no evento. Sabe como será feito esse protesto? Dançando. "Um bilhão de mulheres dançando é uma revolução."
sábado, 19 de janeiro de 2013
Use a dança a seu favor!
A dança pode ser uma forma divertida de exercitar corpo e mente.
![]() |
| Bailarinas do Bolshoi Brasil |
É desde o começo dos tempos que o homem pula, se dobra e se estica em rituais que visam uma comunicação direta com os deuses ou que contam uma história aos seus pares. O antropólogo Gordon Hewes, no começo da década de 1970, disse que "o movimento é a nossa língua natal e nosso pensamento primordial". Afinal, dançando comunicamos nosso mundo interior, tendo, como material expressivo, o próprio corpo em movimento: pele, músculos, ossos, peso, respiração, batida do coração.
Entram na dança, também, os desejos, os sonhos e a emoção do dançarino. "Apoiando-nos em nossos gestos, construímos uma identidade. Ampliando esses micromovimentos no espaço, o corpo vira linguagem", escreveu o coreógrafo Ivaldo Bertazzo, que criou o conceito de cidadãos-dançantes e costuma convidar não-profissionais a participar de seus espetáculos.
Sim, porque qualquer um pode dançar, ainda que não possa praticar pliés. Não fosse assim, nada aconteceria nas oficinas de Danceability, método criado pelo americano Alito Alessi que propõe a exploração artística entre pessoas com e sem deficiência, com e sem experiência em dança, utilizando a improvisação. E o que se vê são composições que incluem cadeiras de rodas, muletas e sutis movimentos de olhos, e a substituição de uma fantasia, de um preconceito, por uma experiência concreta.
"A gente tem uma pressão muito grande para melhorar na vida, para ser mais forte, mais magro, mais inteligente, mais habilidoso, e este é um espaço de encontro, onde a gente pode ser o que é", conta Neca Zarvos, professora certificada da técnica. "E isso é muito inspirador". Você pode se mover como quiser. O que importa mesmo é reunir-se por inteiro: coração, mente e corpo.
Por Jeanne Callegari
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
Diretor do Balé Bolshoi tem o rosto queimado após ataque na Rússia
Os olhos de Sergei Filin foram muito atingidos, segundo médicos. Crime ocorreu na madrugada desta sexta, em um estacionamento.
![]() |
| Diretor Sergei Filin, em foto tirada em 2011 (Foto: AP) |
O diretor da Companhia de Balé do Teatro Bolshoi, Sergei Filin, deu entrada nesta sexta-feira (18) em um hospital em Moscou, na Rússia, com queimaduras graves no rosto após ser atacado com um líquido não identificado, presumivelmente algum tipo de ácido, segundo informaram as autoridades do país.
O ataque aconteceu durante a madrugada desta sexta em um estacionamento no centro da capital russa, onde "uma pessoa não identificada lançou um líquido no rosto" da vítima, segundo o Ministério do Interior, citado pela agência "Interfax".
O "Canal 1" da televisão russa revelou que os médicos estão preocupados com a vista de Filin, já que seus olhos foram muitos atingidos. A equipe que cuida do artista estima que ele necessitará de pelo menos seis meses para recuperar-se das queimaduras.
Os colegas de Filin no lendário teatro russo, um dos mais importantes do mundo, relacionam o ataque com a atividade profissional do mestre na companhia de balé.
"Sergei sempre esteve ameaçado, desde que assumiu o cargo. Antes de sua chegada, seus antecessores também eram pressionados. Nunca tínhamos pensado que a guerra pelos papéis, não pelo petróleo ou por propriedades, pudesse chegar a esses extremos criminosos", lamentou a assessora de imprensa do Bolshoi, Katerina Novikova.
Os colegas de Filin lembram que alguém furou os pneus do seu carro na véspera do ataque. Além disso, asseguram, a vítima era objeto de constantes ligações telefônicas ameaçadoras.
A polêmica e os escândalos perseguem o Teatro Bolshoi, a pérola das artes cênicas russas, cujo lendário cenário principal esteve fechado para obras durante seis anos e reabriu em outubro de 2011.
Fone: G1 Mundo
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
Teatro Ogan apresentará espetáculo no Festival de Curitiba
"Passarinho me contou..." será apresentado no mais conceituado festival de teatro do Brasil e da América Latina.
O Teatro Ogan de Campo Novo do Parecis estará se apresentando no 22º Festival de Teatro de Curitiba (FTC 2013), consolidado como o maior e mais conceituado evento do segmento no Brasil e na América Latina. O espetáculo "Passarinho me contou..." de Van César, participará do Fringe, que é uma mostra livre realizada adjunta ao FTC.
“Passarinho me contou...” é um espetáculo de contação de histórias que enfatiza o surgimento dos contadores, a transformação e a tradição desses contos através do folclore popular. Em suas quatro histórias interpretadas pela Trupe de Contadores, os mesmos brincam com o imaginário popular, utilizando-se de diversos recursos, tais como: máscaras, fantoches, musicalidade, dentre outros.
O espetáculo "Passarinho me contou..." narra a viagem fantástica de um velhinho em busca de histórias pra contar. Quando ele compra o baú das histórias do Deus das Nuvens e o abre, todas elas se transformaram em pássaros encantados de todos os tipos, com todas as cores, que cantam de todas as formas e voam para todos os lugares. Então esses pássaros encantados encontram uma menina...
O espetáculo será apresentado na Praça Rui Barbosa no dia 31 de março (11h) e no dia 01 de abril (15h). O mesmo será apresentado no dia 02 de abril (11h) nas Ruínas de São Francisco.
Título: “Passarinho me contou...”
Gênero: Contação de Histórias
Texto e direção: Van César
Elenco: Edúh Gevizier, Silvinha e Van César
Técnica: Betho
Produção: Sílvia Schneiders
Duração: 40 minutos
Por Teatro Ogan
Nosso corpo se move... Nossa alma dança!
Marcadores:
arte,
bailarina,
ballet,
ballet classico,
cultura,
deus,
espetáculo,
flor de menina,
frases,
lago dos cisnes,
literatura,
obra de arte,
palco,
pensamento,
poema,
reflexão,
sonhos,
swan lake
Assinar:
Postagens (Atom)







